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Milei mantiene a ministro aislado con 80% de rechazo; oposición avanza con censura

14/06/2026 18:17 - Politica

Escena de tensión política en despacho gubernamental argentino con ambiente de crisis institucional

O governo do presidente Javier Milei enfrenta um momento de tensão institucional. O chefe de Gabinete (cargo equivalente a Chefe da Casa Civil no Brasil), Manuel Adorni, transformou-se no funcionário mais questionado da administração, acumulando uma imagem negativa de 80% segundo consultoras locais. Enquanto a oposição se organiza para uma histórica moção de censura, aliados tradicionais pedem sua renúncia, deixando Adorni praticamente sozinho.

A solidão do "Chefe de Gabinete"

Para os leitores brasileiros, é importante entender que o Chefe de Gabinete na Argentina é uma figura central: atua como coordenador político entre o Executivo e o Congresso. Adorni, no entanto, logrou unir o que parecia impossível: o repúdio de grande parte da sociedade e a indiferença de seus pares. Segundo análises políticas, a emoção predominante na opinião pública é a "ira".

A crise se aprofundou por questionamentos sobre seu patrimônio. Da provincia de Córdoba, setores políticos expressaram que "o cara mentiu, nos tomou por idiotas", referindo-se a inconsistências em suas declarações de bens. Até aliados do partido La Libertad Avanza pedem discretamente sua saída, mas Javier Milei insiste em sustentá-lo, mais por teimosia do que por estratégia, segundo analistas.

80%

É a taxa de rejeição pública ao funcionário, um nível historicamente alto.

42,1%

Acredita que Milei o mantém por ter informações sobre irregularidades.

O que é a Moção de Censura?

Um termo que pode soar estranho para quem está acostumado com o presidencialismo brasileiro, mas na Argentina, o artigo 101 da Constituição permite que o Congresso remova o Chefe de Gabinete. A oposição está se organizando para usar essa ferramenta na sessão de 23 de junho (dia após o segundo jogo da Argentina na Copa do Mundo).

O cenário legislativo é complexo: na Câmara de Deputados, são necessários 129 votos para obter quórum e avançar. Atualmente, já haveria cerca de 120 assinaturas comprometidas. No Senado, o objetivo é atingir 37 votos.

Câmara Votos Necessários Situação Atual
Deputados 129 (maioria absoluta) Cerca de 120 firmas
Senado 37 Em negociação

Aliados se distanciam

Quem são os aliados que viram as costas? A senadora Patricia Bullrich (líder do partido PRO e ex-ministra) teve um cruzamento direto de críticas com Adorni, acusando-o de "mentiras". Do outro lado, o ex-presidente Mauricio Macri, cujos diputados "mauricistas" são clave, também sinaliza reprovação.

Mas a novidade mais comentada nos corredores de Buenos Aires é o distanciamento de Karina Milei, a irmã e secretária-geral do presidente, considerada a verdadeira "chefe" do governo. Durante uma reunião política recente, Karina foi vista entregando uma torta a Bullrich, enquanto Adorni permanecia à margem. O gesto foi lido como um sinal claro: o apoio familiar está evaporando.

O custo econômico da crise

A turbulência política ofusca os resultados econômicos que o governo tenta vender. O ministro Luis Caputo (Economia) alcançou uma inflação de 2,1% em maio e uma baixa no risco país a 437 pontos, o melhor nível em oito anos. No entanto, a crise de Adorni domina as manchetes.

Além disso, os dados de consultorias como ARESCO indicam que três em cada quatro argentinos têm dificuldade para chegar ao fim do mês, o que torna difícil capitalizar os sucessos macroeconômicos em apoio popular.

O regime de "Inocencia Fiscal"

Para entender o escândalo: Adorni, sua esposa e cerca de 30 funcionários se inscreveram no regime de Inocência Fiscal. Este é um mecanismo similar a uma anistia ou regularização de ativos para quem não tributou corretamente no passado. O fato de a esposa de Adorni, Bettina Angeletti, ter manifestado desejo de viver nos EUA gerou suspeitas sobre as finanças do casal.

Fontes consultadas

Noticias de Hoy