08/07/2026 10:13 - Internacionales
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou à Turquia para a 36.ª cúpula de chefes de Estado e de governo da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança militar intergovernamental baseada no princípio de defesa coletiva). O evento ocorre em 7 e 8 de julho de 2026, na capital turca, Ancara. Em um contexto de tensões globais, a aliança busca consolidar sua unidade e marcar novas diretrizes em matéria de defesa sob um clima de renovação e cooperação.
Durante sua reunião com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, Trump não escondeu seu descontentamento com a resposta dos aliados europeus durante o recente conflito com o Irã, que se iniciou em 28 de fevereiro de 2026. 'Fiquei muito decepcionado com a OTAN', expressou o mandatário norte-americano. Esclareceu que, embora os EUA não precisassem de ajuda militar, estava colocando seus aliados à prova: 'Estava testando para ver se estariam lá ou não', lamentou, sublinhando uma queixa histórica sobre a falta de reciprocidade no apoio militar da aliança.
Em uma virada positiva para as relações bilaterais, Trump anunciou que Washington considerará a venda de aviões de combate F-35 (caças stealth de quinta geração considerados os mais avançados do mundo) à Turquia. O país havia sido excluído do programa em 2019 após adquirir o sistema de defesa antiaérea russo S-400, o que gerou sanções e um esfriamento diplomático com os EUA.
'É um avião genial, o melhor avião de longe, e é certamente algo que vamos considerar', afirmou Trump junto a Erdogan. Além disso, confirmou que sua administração levantará as sanções: 'Não queremos sancionar nossos amigos', acrescentou, abrindo uma porta de esperança para a readmissão plena de Ancara no programa de defesa mais avançado da aliança ocidental.
O Secretário-Geral da OTAN, Mark Rutte, falou de uma 'OTAN transformada' na inauguração da cúpula. Uma das metas principais discutidas é o aumento do gasto militar, fixando um objetivo ambicioso de 5% do PIB para o ano de 2035 para garantir a segurança coletiva.
Por outro lado, a cúpula conta com a destacada presença do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que busca consolidar o apoio militar dos aliados frente à agressão russa. Zelensky assiste para solicitar uma ajuda anual de 80 bilhões de dólares e o envio de mísseis Patriot (sistemas de defesa antiaérea de longo alcance), em resposta aos recentes ataques que geraram preocupação internacional.
Fontes: Deutsche Welle e Infobae.
Alfredo S. Quiroga