10/07/2026 21:38 - Internacionales
O mandatário estadunidense anunciou o fim da trégua, mas deixou a porta aberta para conversas diplomáticas e evitou confirmar um retorno à guerra em grande escala.
Segundo a análise publicada por CNN en Español, o conflito que começou em 28 de fevereiro de 2026 entrou em uma nova fase. Após meses de tentativas de manter um cessar-fogo confuso, Trump informou nas redes sociais que o Irã foi notificado em termos inequívocos de que o cessar-fogo TERMINOU.
No entanto, a declaração também indicou que os Estados Unidos concordou em continuar as conversas, o que sugere uma abordagem focada em pressionar para alcançar um acordo de paz esquivo, em vez de buscar um conflito prolongado.
Uma das principais tensões reside no estreito de Ormuz, uma passagem marítima vital por onde circula 20% do petróleo mundial, localizada entre o Irã e Omã. Atualmente, existem cerca de 6.000 marinheiros bloqueados na área. O governo dos EUA avalia se restabelece o bloqueio como medida de pressão, embora até o momento não haja sinais concretos disso.
O fim do cessar-fogo reacende o debate sobre a Lei de Poderes de Guerra (War Powers Act), uma lei estadunidense que limita o poder do presidente de enviar tropas ao exterior sem aprovação do Congresso. O prazo de 90 dias para a autorização do Congresso expirou no final de maio. Senadores republicanos como Bill Cassidy e Rand Paul podem pressionar para encerrar o conflito, especialmente diante das eleições de meio de mandato de novembro de 2026, onde um terço do Senado e toda a Câmara dos Representantes são renovados.
Apesar das declarações, o cenário não está isento de esperança. Países como Catar e Paquistão continuam mediando entre ambas as partes. A comunidade internacional e a ONU mantêm seu chamado para desescalar o conflito, demonstrando que a via diplomática continua sendo uma prioridade global para alcançar a paz.
Alfredo S. Quiroga