13/07/2026 12:05 - Judiciales
Este 13 de julho de 2026, a Justiça paraguaia encontra-se em uma etapa decisiva. O Tribunal Especializado em Delitos Econômicos e Anticorrupção de Assunção iniciou a audiência final do julgamento contra o ex-senador nacional pela província argentina de Entre Ríos, Edgardo Kueider, e sua parceira e secretária, Iara Guinsel.
Segundo informaram meios de comunicação como TN e Ámbito, após ouvir as alegações finais, as juízas Elsa García e Adriana Planás, junto com o juiz Matías Garcete Piris, passaram a deliberar para dar a conhecer o veredito nas próximas horas, buscando esclarecer os fatos e trazer certezas às partes.
O conflito judicial originou-se em 4 de dezembro de 2024, quando Kueider e Guinsel foram detidos no passo fronteiriço entre Foz do Iguaçu (Brasil) e Ciudad del Este (Paraguai), sobre a Ponte da Amizade. Viajavam em uma caminhonete Chevrolet Trailblazer.
A promotoria, representada por Ysarel Villalba, sustenta que eles tentavam ingressar no Paraguai mais de 200.000 dólares estadunidenses em espécie, além de dinheiro em guaranis (moeda paraguaia) e pesos argentinos, sem declarar à autoridade aduaneira. Solicitou-se uma pena de 2 anos e 2 meses de prisão pelo delito de 'tentativa de contrabando', uma cifra próxima ao máximo legal de 2 anos e meio previsto para esta figura penal.
A defesa, liderada pelos advogados Marcelo Bogado e Carlos Arévalo, argumentou com otimismo que o dinheiro em espécie não pode ser considerado mercadoria, pelo que não se configuraria o delito de contrabando. Nenhum dos acusados prestou declaração durante as audiências, exercendo seu direito constitucional.
Kueider assegurou sua inocência e agradeceu a celeridade e o profissionalismo da justiça paraguaia. A respeito de Guinsel, esclareceu que ela apenas trabalhou no Senado da Nação Argentina durante 4 meses (entre fevereiro e maio de 2024) como contratada e não como funcionária pública de carreira. Por sua vez, Guinsel agradeceu ao povo paraguaio por seu apoio humano durante este processo, afirmando que graças a essa solidariedade puderam superar a situação.
Respeito muito o povo paraguaio, às instituições paraguaias, a verdade é que a atuação da justiça paraguaia é invejável.
Atualmente, Kueider e Guinsel cumprem prisão domiciliar no Paraguai há um ano e meio, tempo que será computado de maneira favorável em caso de haver uma condenação firme.
Na Argentina, ambos foram processados por lavagem de ativos, vinculado à compra de seis apartamentos com garagens em um edifício de luxo em Assunção. Além disso, o ex-senador enfrenta dois expedientes por suposto enriquecimento ilícito no Juizado de Garantias 2 de Concordia (província de Entre Ríos) e no Juizado Criminal e Correcional Federal 1 de San Isidro (província de Buenos Aires).
A juíza federal Sandra Arroyo Salgado solicitou sua extradição, trâmite já aprovado pelas autoridades paraguaias e que aguarda definição da Corte Suprema argentina. A Câmara Federal de San Isidro rejeitou recentemente um pedido de isenção de prisão, o que implica que Kueider poderia ser detido imediatamente se regressar ao país, enquanto se aguarda uma resolução definitiva que ordene sua situação legal.
Fontes: TN, Ámbito, Análisis Digital
Alfredo S. Quiroga