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Trump anuncia acordo histórico com Irã: reabertura do Estreito de Ormuz e fim da tensão nuclear

14/06/2026 21:05 - Internacionales

Vista aérea del Estrecho de Ormuz con buques petroleros y mapa de Medio Oriente mostrando los países involucrados en el acuerdo de paz

Acordo histórico que pode estabilizar o mercado energético global

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o acordo de paz com o Irã será assinado no domingo, 14 de junho de 2026 por videoconferência, encerrando mais de 100 dias de conflito no Oriente Médio que deixaram um saldo de mais de 3.700 mortos no Líbano desde seu início em 28 de fevereiro de 2026.

O pacto representa um marco diplomático com implicações diretas para a economia mundial, especialmente para o mercado do petróleo, que atravessou uma crise sem precedentes durante a chamada "terceira guerra do Golfo".

Pontos-chave do acordo
  • Reabertura imediata do Estreito de Ormuz: passo crítico por onde transita 20% do petróleo mundial.
  • Extensão do cessar-fogo por 60 dias.
  • Renúncia iraniana às ambições nucleares.
  • Destruição do urânio enriquecido.
  • Não há compensações econômicas para nenhuma das partes.
Países mediadores
  • Paquistão
  • Catar
  • Egito
  • Turquia

Estes países atuaram como intermediários nas negociações que permitiram chegar ao acordo.

Impacto no mercado do petróleo

O anúncio gerou uma queda imediata nos preços internacionais do cru:

Tipo de cru Preço (13/06/2026) Variação
Brent USD 88,27/barril -2,3%
WTI USD 85,81/barril -2,2%

O interesse aberto em futuros de cru Brent despencou 17% em 2026, o pior registro desde 2009. Analistas do ING alertaram que os preços podem subir para USD 120-130/barril se os fluxos petrolíferos não forem retomados antes do final de julho.

Crise das reservas estratégicas

Após mais de 100 dias de conflito, as reservas estratégicas de petróleo mundiais atingiram níveis críticos:

  • A Agência Internacional de Energia (AIE) coordenou a liberação de 400 milhões de barris.
  • Japão liberou 90 milhões de barris.
  • Estados Unidos têm suas reservas no nível mais baixo desde a década de 1980.
  • As reservas de Cushing (Oklahoma) caíram para 21,6 milhões de barris, próximo ao nível crítico de 20 milhões.
  • Déficit estimado de 15 milhões de barris diários pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

Posições dos envolvidos

Irã: O chanceler iraniano Araghchi precisou que o programa nuclear será discutido nos 60 dias posteriores ao acordo. O Irã exige um cessar-fogo no Líbano e advertiu que não faz sentido continuar negociando se os Estados Unidos não cumprirem seus compromissos.

Israel: O país advertiu que pode agir de forma independente se considerar que sua segurança está ameaçada. Ministros extremistas como Ben Gvir e Smotrich pediram mais ataques contra o Líbano. Israel atacou mais de 70 objetivos do Hezbollah no sul do Líbano e bombardeou o bairro de Dahye em Beirute, deixando pelo menos 3 mortos e 6 feridos.

Estados Unidos: Trump participará da cúpula do G7 na França na segunda-feira após assinar o acordo. O negociador Qalibaf criticou o que chamou de "jogo do policial bom e policial mau".

O que é o Estreito de Ormuz?

O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. É a rota por onde transita aproximadamente 20% do petróleo mundial, o que o torna um dos pontos mais críticos para a energia global. Seu fechamento durante o conflito gerou uma crise sem precedentes no fornecimento energético mundial.

Para o Brasil, a reabertura é especialmente relevante, pois o país importa parte significativa de seus derivados de petróleo do Oriente Médio. A estabilização dos preços pode impactar diretamente o custo dos combustíveis no mercado interno brasileiro.

Contexto: o G7 e sua importância

O G7 (Grupo dos Sete) é um fórum intergovernamental que reúne as sete maiores economias avançadas do mundo: Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido. A cúpula mencionada ocorrerá na França e discutirá, entre outros temas, a segurança energética global e as implicações do acordo com o Irã.

Fonte: Infobae

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