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Argentina cria seu primeiro Centro Nacional Antiterrorista com apoio do FBI

27/06/2026 15:44 - Actualidad

Uma mudança histórica na segurança argentina

A Argentina deu um passo decisivo em matéria de segurança com a inauguração do Centro Nacional Antiterrorista (CNA), um organismo que marca um antes e um depois na forma de prevenir ameaças. O modelo, inspirado nos centros de fusão norte-americanos criados após o 11 de setembro, aposta em algo que até agora brilhava por sua ausência: a coordenação real entre todas as forças de segurança.

O CNA não invade propriedades, não processa, não assina. Sua missão é mais sutil, porém igualmente crucial: detectar padrões, unir pontos e antecipar riscos. Funciona com um Watch Center ativo 24 horas e se estrutura em três áreas essenciais: detecção do perigo, análise e difusão de alertas.

Atores-chave

  • Peter Lamelas: Embaixador dos Estados Unidos em Buenos Aires (confirmado em setembro de 2025)
  • Ricardo Hernández: Representante do FBI na Argentina e adido jurídico da embaixada

Cronologia

  • Outubro de 2025: Decreto 717/2025 cria o CNA
  • Março-Maio de 2026: Incorporação de pessoal
  • Junho de 2026: Operação em plena capacidade

Quais organismos integram o CNA?

Pela primeira vez na história argentina, estas instituições compartilham uma mesma mesa de trabalho:

1 Forças federais (Policia Federal, Gendarmeria, etc.)
2 UIF (Unidade de Informação Financeira)
3 Migrações
4 Ministério da Defesa
5 SIDE (Secretaria de Inteligência)

Nota para leitores estrangeiros: A SIDE é a agência de inteligência da Argentina, equivalente ao MI6 britânico ou à DGSE francesa. A UIF é a unidade responsável por investigar lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.

A lição do 11 de setembro e o modelo norte-americano

O antecedente que explica a mudança é contundente: o 11 de setembro não foi uma falha de informação. Os Estados Unidos tinham os dados, mas as agências não estavam dispostas a compartilhá-los. Dessa ferida nasceram os centros de fusão, uma rede para integrar e cruzar informações entre jurisdições e níveis de governo.

O Centro Nacional de Avaliação de Ameaças do Serviço Secreto norte-americano, que funciona desde 1998, demonstrou que em 76% dos ataques em massa, o agressor havia mostrado condutas que inquietaram quem estava ao seu redor. O problema nunca foi a falta de sinais, mas sim não ter quem as reúna.

As feridas argentinas

A Argentina conhece o custo de chegar tarde. Os atentados de 1992 e 1994 deixaram marcas que continuam abertas. O primeiro foi contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires (29 mortos) e o segundo contra a AMIA, a associação mutual judaica (85 mortos). O CNA representa a primeira tentativa séria de deixar para trás o "salve-se quem puder" e montar um sistema que se antecipe.

Primeiros resultados

Em 12 de junho de 2026, 23 profissionais participaram do primeiro workshop de prevenção de ameaças em escolas. A avaliação foi unânime: cinco sobre cinco. Além disso, 74% se ofereceu para continuar como referente e pediram uma rede federal permanente de enlaces.

Fonte

Informação baseada no relatório de Informe Digital (27 de junho de 2026).

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A Coluna de Alfredo Alfredo S. Quiroga

Alfredo S. Quiroga