29/06/2026 12:33 - Actualidad
O Governo nacional confirmou neste domingo, 29 de junho de 2026, que seis cidadãos argentinos perderam a vida como consequência dos fortes terremotos que assolaram o norte da Venezuela na última quarta-feira, 24 de junho. Diante da magnitude da catástrofe, o chanceler Pablo Quirno anunciou o envio de uma missão consular humanitária para prestar assistência direta aos compatriotas afetados.
A delegação, integrada por dois funcionários diplomáticos, desembarcou neste sábado em território venezuelano com o objetivo de avaliar as necessidades da comunidade argentina. Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores recebeu 215 pedidos de assistência e sete solicitações de busca de paradeiro.
Este desdobramento humanitário obrigou a administração de Javier Milei a retomar canais de comunicação com o regime venezuelano após quase dois anos de ruptura de relações diplomáticas. O vínculo havia se rompido definitivamente em 2024 devido a profundas diferenças políticas, a crise pelo asilo de opositores na embaixada argentina em Caracas e a detenção do gendarme Nahuel Gallo, que permaneceu cativo por 448 dias antes de ser libertado em março de 2026.
Desde a saída do pessoal argentino em 2024, a sede diplomática em Caracas esteve sob a representação do Brasil até janeiro deste ano, e posteriormente solicitou-se a mediação da Itália, trâmite que nunca chegou a ser formalmente aprovado pelo governo de Delcy Rodríguez.
O chanceler Quirno detalhou que os enviados já estabeleceram contato com argentinos que relataram a perda de familiares e com idosos que recebiam assistência através da Cáritas Venezuela. O epicentro do sismo foi registrado na região de La Guaira, uma das zonas mais atingidas pelos movimentos telúricos.
Apesar das tensões históricas, o Governo argentino manifestou sua solidariedade "além das diferenças" e assegurou estar atento à evolução da situação, disposto a colaborar com a assistência humanitária adicional que seja necessária.
Mesmo com o tempo passado, as equipes de resgate seguem encontrando sobreviventes:
Fonte: La Voz | Informação adicional: Agências internacionais
Alfredo S. Quiroga