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Tragédia e esperança na Venezuela: a busca por Lucas Gámez e o resgate argentino

06/07/2026 15:13 - Internacionales

Uma tragédia que comove o mundo

No dia 24 de junho de 2026, dois terremotos de magnitude 7.2 e 7.5 sacudiram a região de La Guaira, na Venezuela. Segundo informaram meios locais e autoridades no dia 6 de julho de 2026, o balanço oficial confirma 3.342 mortos, 16.740 feridos e entre 50.000 e 70.000 desaparecidos. Foram registradas 995 réplicas e estima-se que mais de 12.800 pessoas estejam em abrigos temporais.

A busca incansável por Lucas Gámez

A solidariedade e o profissionalismo dos socorristas mantêm viva a fé de milhares de famílias. Neste 6 de julho de 2026, o pequeno argentino Lucas Gámez faz 9 anos preso entre os escombros do edifício Miramar, em Caraballeda, La Guaira.

À frente das operações de busca está o mendocino Guillermo Arana Leyton, socorrista especialista que participou do resgate dos 33 mineiros no Chile. Segundo informou Clarín, Arana Leyton garantiu que, apesar das condições extremas, não perdem as esperanças.

Inclusive, Carlos Páez, sobrevivente da tragédia dos Andes (um famoso acidente aéreo uruguaio de 1972 onde os passageiros sobreviveram nas montanhas nevadas), enviou uma mensagem emocionante a Blanca Martínez, mãe de Lucas: 'Creio que vale a pena a sua luta, vale a pena a fé que você coloca', expressou em um vídeo que comoveu a todos.

Histórias de sobrevivência

No meio da dor, surgem relatos milagrosos que iluminam o caminho. Fabiana Blanco, uma menina de 12 anos, foi resgatada após permanecer 32 horas presa na cozinha de sua casa desmoronada. Segundo relatou a meios internacionais, sobreviveu alimentando-se de queijo ralado e ketchup.

Sua foto, sorrindo entre os escombros, percorre as redes sociais como um símbolo de resiliência. Sua mensagem para o povo venezuelano é clara: 'Continuem sorrindo'.

A realidade em La Guaira e o apoio internacional

Segundo reportou BBC Mundo, o porto de Los Silos converteu-se em uma necrotério improvisado, onde as famílias tentam identificar seus entes queridos. É um cenário desolador, mas o acompanhamento dos voluntários oferece algum consolo: 'É bom sentir a mão de alguém', relatou um familiar à BBC.

A presidente interina, Delcy Rodríguez, prometeu soluções habitacionais antes do fim do ano para os mais de 17.000 que perderam suas casas, e anunciou mudanças em seu gabinete para conduzir a reconstrução.

A Argentina tem sido um dos países com maior presença, enviando 16 toneladas de ajuda humanitária e brigadas especializadas que já começaram a retornar após cumprir sua missão. A companhia aérea Iberia anunciou que retomará seus voos a partir do dia 9 de julho, o que marca um passo em direção à normalização.

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A Coluna de Alfredo Alfredo S. Quiroga

Alfredo S. Quiroga