09/07/2026 16:34 - Economia
A indústria automotiva global passa por um dos maiores processos de transformação das últimas décadas. O surgimento da eletromobilidade, a digitalização dos veículos e a entrada de novos fabricantes, especialmente de origem asiática, redesenham o mapa de onde os modelos do futuro serão fabricados. Tanto o Brasil quanto a Argentina, membros do Mercosul e com uma longa tradição na manufatura de veículos, disputam essa corrida por capital, mas o Brasil consolidou uma posição dominante na América Latina.
Segundo um relatório elaborado pela Misión Productiva (uma organização argentina focada no desenvolvimento produtivo) e publicado em 07 de julho de 2026, a diferença entre os dois países é notável:
Essa distância equivale a 17 vezes, uma diferença que historicamente girava em torno da relação de cinco para um, de acordo com o tamanho de ambas as economias.
O desempenho destacado do Brasil não é por acaso. O país vizinho implementou o programa Mover, uma política integral que combina incentivos fiscais, financiamento, apoio à inovação e exigências de eficiência energética. Este plano visa estimular a produção local e posicionar o país como o principal polo automotivo regional para captar investimentos ligados aos veículos do futuro.
Entre as principais marcas que escolheram o Brasil para seus próximos desenvolvimentos estão gigantes como Stellantis (que por si só anunciou investimentos de US$ 5,5 bilhões, superando quatro vezes o valor total da Argentina), Volkswagen, Toyota, GWM, General Motors, Hyundai e BYD.
Na Argentina, a ausência de uma estratégia integral favoreceu que parte dos investimentos e novas tecnologias se localizassem no Brasil. No entanto, esse cenário apresenta uma oportunidade inestimável para o país: com a implementação de políticas claras, estabilidade e foco na inovação, a indústria nacional tem o potencial e o talento humano para recuperar a competitividade e se juntar à revolução da mobilidade sustentável.
Fonte: Diario Vanguardia
Alfredo S. Quiroga