13/07/2026 16:10 - Politica
A secretária-geral da Presidência argentina, Karina Milei, receberá na próxima quinta-feira, 16 de julho de 2026, o bloco de legisladores portenhos (da cidade de Buenos Aires) do partido La Libertad Avanza (LLA) na residência oficial de Balcarce 50 — endereço icônico da Casa Rosada, sede do poder executivo nacional. O objetivo é fazer um balanço do ano e traçar os primeiros lineamentos da estratégia eleitoral para 2027 na CABA (Ciudad Autónoma de Buenos Aires, a capital federal argentina).
A convocatória, encabeçada por Pilar Ramírez, presidente da bancada libertária, ocorre em um contexto de reestruturação interna após a saída do ex-chefe de Gabinete, Manuel Adorni. Diante da vaga do que era considerado candidato natural para chefe de Governo (cargo equivalente ao de prefeito da capital), o partido deve reconfigurar seu tabuleiro político.
Uma das ausentes na reunião será Patricia Bullrich, chefe do bloco de senadores nacionais de LLA. No entanto, Bullrich tem forte influência na cidade, conduzindo três legisladores do oficialismo: Juan Pablo Arenaza, Silvia Imas e María Luisa González Estevarena.
Segundo informações de meios de comunicação, as ações de Bullrich ganharam relevância, embora Karina Milei prefira um candidato mais afim ou puro para desembarcar na CABA.
Outro cenário a ser avaliado é a relação com o atual chefe de Governo, Jorge Macri, que foi recomposta nos últimos meses. Isso abre a porta para especulações sobre um possível acordo eleitoral que facilite a reeleição do ex-intendente (prefeito) de Vicente López.
Caso prospere este entendimento, o presidente Javier Milei exigiria em troca o respaldo total do PRO (Propuesta Republicana, um partido de centro-direita aliado) à sua candidatura presidencial de cara a 2027.
O reordenamento na capital ocorre em paralelo à busca do oficialismo por eliminar as PASO (Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias) a nível nacional, um objetivo que atualmente não conta com os 37 senadores necessários. Pesquisas internas situariam Milei em 32 pontos, frente aos 27 de Kicillof. Enquanto isso, a economia argentina mostra sinais de estabilização: o risco país caiu para 402 pontos e a inflação de CABA em junho foi de 1,8%, com projeção de crescimento de 3,5% segundo o FMI.
Fonte: La Prensa
Alfredo S. Quiroga