20/07/2026 22:33 - Economia
Segundo o relatório do Intercâmbio Comercial Argentino (ICA) divulgado em 20 de julho de 2026 pelo INDEC (Instituto Nacional de Estatística e Censos, equivalente ao IBGE no Brasil), a economia local demonstra uma força notável. O superávit comercial do primeiro semestre alcançou a impressionante cifra de USD 13.923 milhões, representando um crescimento que quintuplicou os registros do mesmo período do ano anterior.
As vendas ao exterior somaram USD 49.454 milhões entre janeiro e junho de 2026, com um aumento interanual de 24,4%. O Ministro da Economia, Luis Caputo, celebrou os resultados, destacando que se trata de um recorde histórico para o país.
No primeiro semestre, as importações somaram USD 35.531 milhões, registrando uma leve queda de 3,9% interanual. Em junho, no entanto, houve um repunte de 7,3%, alcançando USD 6.861 milhões, o que alguns analistas interpretam como um possível sintoma de reativação do consumo interno.
| Exportações | USD 9.055 milhões (+24,5% interanual) |
| Importações | USD 6.861 milhões (+7,3% interanual) |
| Saldo Comercial | USD 2.194 milhões de superávit |
Os principais motores desse crescimento são a agropecuária, a energia (graças ao desenvolvimento da formação xistosa Vaca Muerta, uma das maiores reservas de gás e petróleo de xisto do mundo, localizada na Patagônia argentina) e a mineração. Esta entrada de divisas mais uniforme permite reduzir a dependência sazonal da agricultura e projeta receitas totais próximas a USD 100.000 milhões para todo o ano de 2026. Este cenário sólido facilita o acúmulo de reservas pelo Banco Central e proporciona uma estabilidade cambial fundamental para o desenvolvimento do país.
Alfredo S. Quiroga