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Governo argentino prepara reforma histórica do Banco Central para blindar a economia

21/07/2026 22:29 - Economia

O Governo retoma a agenda econômica e prepara uma reforma histórica do BCRA

Após a pausa para a Copa do Mundo de 2026, a Casa Rosada volta à cena política com um projeto que busca blindar a estabilidade monetária a longo prazo.

Uma reunião chave para o segundo semestre

Para entender a magnitude desta notícia, é importante saber que o Banco Central da República Argentina (BCRA) é a entidade que regula a política monetária do país. Em 21 de julho de 2026, o Governo nacional retomou sua agenda legislativa com uma reunião restrita liderada por Karina Milei, o chefe de Gabinete Diego Santilli e o ministro da Economia, Luis Caputo. O objetivo principal: coordenar a comunicação e os prazos para enviar ao Congresso um pacote de reformas que terá como destaque a modificação da Carta Orgânica do BCRA.

Segundo indicaram fontes oficiais a meios como TN e Radio Mitre, o anúncio oficial seria concretizado na próxima semana. Até se avalia a possibilidade do presidente Javier Milei realizá-lo através de uma cadeia nacional (transmissão obrigatória em todos os canais), uma coletiva de imprensa ou um evento econômico específico, marcando um alto impacto político, embora descartando que Milei vá ao plenário do Congresso como fez com o Orçamento.

O que busca a reforma?

  • Mandato único: Preservar o valor da moeda.
  • Proibição: Financiamento do Tesouro com emissão.
  • Sanções: Para funcionários que autorizem emissão.
  • Independência: Maior estabilidade para a diretoria.

Detalhes do projeto e a visão dos especialistas

O projeto busca desfazer as modificações introduzidas em 2012 durante a gestão de Mercedes Marcó del Pont, que ampliaram os objetivos do BCRA para metas como emprego e equidade social. A nova Carta Orgânica procuraria proibir a assistência do Banco Central ao Tesouro, endurecer as sanções para quem autorize emissões para financiar o fisco e estabelecer regras mais exigentes para remover o presidente e a diretoria da entidade.

Desde a Fundación Capital, segundo informou Urgente24, celebraram o avanço e sugeriram incorporar a regulamentação de ativos virtuais e moedas digitais (como stablecoins e tokenização), tomando exemplos de Chile, Uruguai e Brasil. Também recomendaram eliminar as nomeações em comissão para garantir a independência da diretoria e reduzir a quantidade de integrantes para que a política monetária transcenda ao governo de turno.

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A Coluna de Alfredo Alfredo S. Quiroga

Alfredo S. Quiroga