Um número histórico para a Argentina
A Argentina, um dos maiores países da América do Sul, com cerca de 46 milhões de habitantes, atingiu em 2025 a menor taxa de homicídios dolosos desde que há estatísticas oficiais: 3,6 casos por 100 mil habitantes. O anúncio foi feito pela Oficina de Resposta Oficial (agência governamental de dados) em sua conta oficial, no dia 18 de agosto de 2026.
O número não só representa um recorde histórico, mas também confirma uma tendência de queda contínua: durante o primeiro semestre de 2026, foram registradas 738 vítimas de homicídio doloso em todo o território nacional. A diminuição é significativa e coloca o país em um patamar comparável a nações com baixa violência urbana, como Chile e Uruguai.
3,6
Taxa por 100 mil habitantes em 2025
738
Vítimas no 1º semestre de 2026
O que é homicídio doloso?
No Direito Penal, homicídio doloso é a morte intencional de uma pessoa por outra. A taxa é calculada por 100 mil habitantes e é um dos principais indicadores de segurança pública. Uma taxa abaixo de 5 já é considerada baixa em padrões internacionais; a Argentina agora está em um nível comparável ao de países como Espanha e Canadá.
Por que a queda é relevante?
Especialistas em segurança pública atribuem a melhora a uma combinação de fatores: maior presença policial em áreas críticas, uso de inteligência criminal, investimento em tecnologia de monitoramento e uma coordenação mais eficaz entre as forças federais e provinciais. Além disso, políticas de prevenção social e programas de desarmamento voluntário podem ter contribuído.
Embora a notícia seja celebrada, ainda há desafios. As estatísticas oficiais costumam ser publicadas com atraso, e a queda precisa ser mantida. A taxa atual ainda é superior à de países como Japão (0,2) ou Suíça (0,5), mas já supera a média da América Latina, que gira em torno de 20 por 100 mil.
A fonte oficial não divulgou comparações com anos anteriores, mas a série histórica indica que o pico recente foi em 2018, quando a taxa superou 5. Desde então, a curva é descendente. O governo argentino atribui o resultado às políticas de segurança implementadas nos últimos anos.
Nota: Os dados foram anunciados pela agência oficial em seu perfil na rede social. A informação não foi ainda detalhada em relatório público, mas é consistente com a tendência observada em semestres anteriores.