O mundo da música está de luto e o rádio prova isso com uma onda de carinho sem igual. A partida de Dolly Parton, ocorrida em 25 de agosto de 2026, desencadeou uma resposta massiva por parte das emissoras de todos os Estados Unidos, que transformaram suas frequências em um tributo permanente à artista. Segundo dados da Mediabase compilados pela Billboard (em um artigo de Russ Penuell publicado em 28 de agosto), o impacto é histórico.
Um fenômeno radiofônico sem precedentes
Nos sete dias até 27 de agosto, as canções de Dolly Parton foram executadas mais de 13.300 vezes nas estações de rádio monitoradas, contra apenas 620 execuções no período anterior. Isso representa um aumento de 2.000%. O número de emissoras que programaram sua música também disparou: de cerca de 135 para mais de 930, com 790 estações que aderiram ou retornaram ao seu repertório em apenas uma semana.
As músicas mais tocadas (semana de 27 de agosto)
| Música | Execuções | Emissoras |
|---|---|---|
| 9 to 5 | 799 | 135 |
| Jolene | 725 | 134 |
| I Will Always Love You | 665 | 133 |
Homenagens que transcendem a música
A resposta não se limitou às paradas. A WSIX Nashville, a emblemática emissora da iHeartMedia, dedicou 62 músicas consecutivas à artista e adotou um formato especial em sua homenagem. Além disso, lançou a campanha #GoodDeedsForDolly, inspirada na conhecida generosidade da cantora. Em Portland, Oregon, a emissora KUPL programou suas músicas duas vezes por hora (depois uma), incluindo joias como “Two Doors Down”, “Why’d You Come in Here Lookin’ Like That”, “Here You Come Again” e “Coat of Many Colors”.
O grupo Audacy ampliou suas playlists e dedicou segmentos especiais em programas como Katie & Company e The Rob & Holly Show. Em Nashville, a WSM-FM ofereceu uma homenagem com histórias sobre a bondade de Parton, enquanto a SiriusXM lançou um canal tributo (105) dedicado exclusivamente à sua música.
Um legado que quebra recordes
A influência de Dolly Parton nas paradas de sucesso é incomparável. Desde 1967, ela alcançou 113 títulos no ranking Hot Country Songs da Billboard, dos quais 25 chegaram ao N.º 1, um recorde absoluto para uma artista feminina. No Country Airplay (que começou em 1990), somou 28 entradas, com dois N.º 1: “Rockin’ Years” (com Ricky Van Shelton, em 1991) e “When I Get Where I’m Going” (com Brad Paisley, em 2006).
A versão de Whitney Houston de “I Will Always Love You” também experimentou um aumento notável: passou de cerca de 590 para mais de 730 execuções (+24%), e as emissoras que a programaram cresceram de 180 para mais de 240.
Variedade e alcance
A homenagem incluiu 66 títulos diferentes de Parton, alguns com uma única execução, como “Me and Little Andy”, “Baby I’m Burnin’” ou “The Lord Is My Shepherd”. O fenômeno se espalhou por todos os formatos: o adult alternative passou de cerca de 15 para mais de 600 execuções; o adult contemporary ficou em torno de 600; o pop superou as 375; e o classic hits também alcançou as 375.
A cobertura foi especialmente intensa no Sul dos Estados Unidos e na região dos Apalaches, onde Parton é considerada uma heroína local. A música de Dolly Parton não apenas sobrevive, mas renasce com mais força do que nunca, provando que sua arte e seu espírito generoso continuarão inspirando as futuras gerações.