28/07/2026 04:39 - Deportes
O começo do segundo semestre para o River Plate — um dos clubes mais populares e vitoriosos da Argentina, sediado em Buenos Aires — tem sido para esquecer: eliminação na Copa Argentina (equivalente à Copa do Brasil ou FA Cup, um torneio eliminatório que envolve times de todas as divisões) para o Aldosivi, e uma surpreendente queda na estreia do Torneio Clausura (o campeonato argentino do segundo semestre) contra o Barracas Central. Diante desse cenário, uma luz de esperança surge de dentro: os líderes do elenco teriam solicitado à diretoria o regresso de Germán Pezzella ao grupo principal.
Segundo os jornalistas Juan Cortese e Juan Balbi (ESPN F90) e veículos como La Nueva e TyC Sports, jogadores como Nicolás Otamendi e Marcos Acuña — companheiros de Seleção Argentina — liderariam este pedido para que o zagueiro volte a ser considerado pelo técnico Eduardo Coudet.
Aos 35 anos, Pezzella é um símbolo da casa. Revelado nas categorias de base, regressou ao clube em agosto de 2024 por 4,5 milhões de euros. Desde o seu retorno, disputou 50 partidas nesta segunda passagem, enfrentando uma grave lesão no joelho. Seu último jogo oficial foi em maio de 2026, na final do Torneio Apertura contra o Belgrano, na cidade de Córdoba.
Sua condição de campeão do mundo no Catar 2022 — onde a Argentina conquistou a gloriosa taça com uma atuação histórica de Lionel Messi e companhia — e sua liderança natural tornam-no uma peça-chave para reconstruir a moral de uma equipe que perdeu figuras importantes como Franco Armani e Juan Fernando Quintero.
O técnico Eduardo Coudet gerou polêmica ao afirmar que a decisão de afastar os 14 jogadores foi uma decisão do clube e não sua. Por sua parte, o dirigente Stefano Di Carlo adiantou em entrevista à ESPN que o clube seria muito agressivo no mercado de transferências.
Cerca de 15 jogadores sairão, decidimos isso conjuntamente entre todos. Venderemos por menos do que compramos e assumiremos uma perda, mas cortaremos uma situação que não é sustentável.
Agora, com a chegada de Otamendi — outro zagueiro campeão do mundo — e a necessidade urgente de retomar o rumo, as portas podem voltar a se abrir para o Príncipe Pezzella. Um final de ciclo diferente, mais amigável e respeitoso para uma lenda do clube que merece todo o reconhecimento.
Alfredo S. Quiroga