30/07/2026 04:34 - Deportes
Aos 46 anos, o árbitro esloveno Slavko Vincic decidiu pendurar o apito apenas uma semana depois de apitar a final da Copa do Mundo de 2026 entre Argentina e Espanha. Em uma entrevista ao meio esloveno Sport, o juiz detalhou sua passagem pelo auge do futebol mundial com absoluta serenidade e orgulho.
"No início foi um choque. Depois me senti orgulhoso da nossa equipe de arbitragem, que representaria a Eslovênia em um palco tão importante, no maior evento esportivo do mundo", lembrou Vincic sobre o momento em que a FIFA, por meio de Pierluigi Collina, confirmou a honra de apitar a final.
Para o juiz nascido em Maribor, uma das chaves do sucesso foi o trabalho em equipe inquebrável. Vincic apitou a partida decisiva acompanhado por seus compatriotas Tomaž Klančnik e Andraž Kovačič, com quem forma uma equipe há anos.
"Passamos tantos dias juntos em hotéis, seminários, treinos e jogos que eles são como uma segunda família para mim. Sem eles, o que conquistamos não teria sido possível", afirmou com carinho, destacando o sólido sistema de arbitragem construído em seu país.
Sobre a partida em si, o esloveno explicou como se prepararam: "Estudamos as características dos jogadores, como reagem durante as interrupções e que tipo de jogo desenvolvem". No entanto, reconheceu que cada partida tem sua própria história e que os primeiros minutos são vitais para definir o critério. Seu balanço foi extremamente positivo: "Acredito que nossa estratégia de arbitragem foi a correta", e ficou feliz que o trio de arbitragem "não foi tema de conversa" após o apito final, sinal inequívoco de um excelente trabalho.
Um dos momentos mais comentados da final foi o diálogo entre Vincic e Lionel Messi, após a expulsão de Enzo Fernández por dois cartões amarelos (falta em Cubarsí). Perguntado sobre essa conversa, o árbitro optou pela elegância e discrição.
"Deixarei essa conversa no campo. Mas posso dizer que Messi se comportou de maneira esportivamente correta", respondeu o esloveno, mostrando profundo respeito pelo capitão argentino.
Por fim, Vincic se mostrou um grande defensor da tecnologia, afirmando que hoje em dia seria impossível arbitrar sem o VAR. "É possível corrigir um erro revisando a gravação. Com a velocidade do futebol atual, é impossível ver tudo. Não me imagino arbitrando sem a ajuda da tecnologia", detalhou, garantindo que "pelo menos 90% de tudo tem sido positivo" desde sua implementação.
Alfredo S. Quiroga