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Milei quer blindar a economia: 5 pontos da reforma do Banco Central

14/07/2026 11:42 - Economia

Uma reforma visionária para o futuro da Argentina

O presidente Javier Milei reuniu-se com legisladores do partido La Libertad Avanza para detalhar um projeto que promete mudar a história monetária do país, devolvendo ao Banco Central (BCRA) sua verdadeira direção: a estabilidade e o cuidado das poupanças.

O encontro na Casa Rosada

No Salão Heróis de Malvinas, o mandatário chefiou uma cúpula de duas horas e meia junto a figuras-chave como Karina Milei, o chefe de Gabinete Diego Santilli, o presidente da Câmara de Deputados Martín Menem e a líder do bloco no Senado, Patricia Bullrich. O objetivo foi apresentar o projeto de reforma da Carta Orgânica do Banco Central (BCRA), desenhado em conjunto com o titular da entidade, Santiago Bausili, o ministro da Economia, Luis Caputo, e o ministro de Desregulação, Federico Sturzenegger.

Os 5 pilares da nova Carta Orgânica

  1. 1. Única missão: Preservar o valor da moeda. Eliminar-se-ão os objetivos de estabilidade financeira, emprego e desenvolvimento econômico com equidade social, adicionados na reforma de 2012.
  2. 2. Proibição de financiar o Estado. Veta-se a assistência ao Tesouro, tanto direta quanto indireta, prevendo sanções para quem autorize essa prática, a raiz do histórico problema inflacionário argentino.
  3. 3. Maior governança e autonomia. Tornar-se-á mais complexo o procedimento para remover o presidente e o diretório do BCRA, protegendo a entidade contra mudanças de governo.
  4. 4. Restrição de lucros "fictícios". As reavaliações de reservas por taxa de câmbio irão para uma reserva técnica não distribuível. Os ganhos com a posse de títulos do Tesouro capitalizarão a entidade, exceto se a inflação cair abaixo de um limite de referência.
  5. 5. Eliminação de Letras Intransferíveis. Retirar-se-á de circulação o instrumento criado em gestões anteriores que permitia ao Estado trocar títulos de dívida por reservas, distorcendo o balanço.

Uma proposta para proteger o INDEC

Durante a reunião, o deputado Santiago Santurio propôs uma ideia que entusiasmou o Presidente: incluir no projeto um escudo ao INDEC (Instituto Nacional de Estatística e Censos) para evitar "subdeclarações" de inflação no futuro. O objetivo é garantir total transparência e precisão nos dados, algo fundamental para o funcionamento da nova política monetária e para prevenir manipulações das administrações centrais.

Próximos passos legislativos

Embora o oficialismo tenha indicado que ainda não há data confirmada para o envio ao Congresso, prevê-se que o tratamento comece após o recesso de inverno. O deputado Damián Arabia resumiu o espírito da reforma: "A única função será preservar o valor da moeda de todos os argentinos. Proibir-se-á o financiamento do Tesouro, tanto de maneira indireta quanto direta pelo Banco Central, bem como restringir os lucros".

Fontes: TN e Infobae.

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A Coluna de Alfredo Alfredo S. Quiroga

Alfredo S. Quiroga