Impulsada por la formación Vaca Muerta, Argentina alcanzó en junio de 2026 un récord de 914.900 barriles diarios, acercándose al millón y al 1% de la oferta mundial. El desafío ahora es la infraestructura: se necesitan hasta USD 20.000 millones para sostener el boom exportador.

Un boom energético sin precedentes

A Vaca Muerta, a formação geológica de rochas sedimentares localizada na Bacia Neuquina, na Argentina, se consolidou como um dos recursos de hidrocarbonetos não convencionais mais importantes do mundo. Em apenas oito anos, a produção dessa formação foi multiplicada por quase 12 vezes, com um crescimento médio anual de 36%, colocando o país no mapa energético global.

Contexto global: o caminho até o 1%

Um relatório do BBVA Research projeta que a Argentina poderá contribuir com 1,1% da produção mundial de petróleo em 2026. Embora os três maiores produtores do planeta — Estados Unidos, Rússia e Arábia Saudita — concentrem 39% da oferta global, o crescimento argentino se destaca pelo dinamismo e potencial sustentável de longo prazo.

PaísProdução diária (2025)
Estados Unidos13.586 mil barris
Rússia9.877 mil barris
Arábia Saudita9.556 mil barris
Argentina860 mil barris

O desafio do gargalo na infraestrutura

Apesar da euforia no subsolo, o principal desafio hoje está na superfície. Diversos relatórios, incluindo um da Ambito e do Econojournal, alertam que a produção encontra limitações físicas no transporte. O sistema de dutos Oldelval opera no limite de sua capacidade, saturado mesmo após a obra Duplicar.

Para capitalizar esse cenário e destravar o escoamento, o BBVA Research estima que serão necessários investimentos adicionais de 15.000 a 20.000 milhões de dólares em infraestrutura de midstream (oleodutos, gasodutos, compressão e portos) até 2030. Federico Kreplak, CEO da Alberta, destaca que o gargalo está se deslocando do subsolo para a superfície — mas a oportunidade é imensa.

Projetos-chave em andamento

O Vaca Muerta Oleoduto Sul (VMOS) tem avanço próximo de 70% e deve começar a operar no final de 2026. Já o Gasoduto San Matías conectará Tratayén à costa de Río Negro, com operação estimada para maio de 2028.

Impacto exportador

O setor energético acumulou superávit de 5.076 milhões de dólares no primeiro semestre de 2026, um salto de 61,7% frente ao mesmo período do ano anterior. O complexo de petróleo e gás já representa 12,5% das exportações argentinas.

O papel do RIGI e a projeção futura

O RIGI (Regime de Incentivo para Grandes Investimentos) surge como o principal veículo para canalizar esses recursos. Até agosto de 2026, existem projetos aprovados e em tramitação que somam mais de 127.517 milhões de dólares, dos quais o setor de petróleo e gás concentra 33% do investimento mínimo comprometido. Horacio Marín, presidente e CEO da YPF, projetou que o país exportará 1 milhão de barris diários por volta de 2033 ou 2034, desde que os marcos regulatórios e a abertura de mercados sejam mantidos.

Fontes consultadas: Infobae, LMNeuquen.