Panorama econômico argentino mostra sinais positivos
O Banco Central da República Argentina (BCRA) publicou em sua conta oficial na rede social X (antigo Twitter) no dia 11 de agosto de 2026 os dados mais recentes sobre as principais variáveis macroeconômicas do país. As cifras indicam uma tendência de estabilização que gera otimismo no mercado financeiro local.
Reservas internacionais em terreno positivo
Em 10 de agosto de 2026, as Reservas Internacionais do BCRA totalizavam US$ 49.564 milhões (valores provisórios sujeitos a alterações de avaliação). Na publicação oficial, analistas destacaram a dinâmica do mercado cambial. Segundo o usuário Tomás Sisto Bourel no X, as compras do dia somaram US$ 57 milhões, acumulando US$ 13.521 milhões em 2026. O analista Federico Machado apontou que as Reservas Líquidas estariam em US$ 11.948 milhões na data.
Taxa de câmbio e regime de bandas
O mercado cambial argentino opera dentro do chamado regime de bandas, um sistema no qual o BCRA define limites mínimo e máximo para a cotação do dólar. Segundo dados atualizados em 13 de agosto de 2026, o limite superior da banda está em $1.859,49 e o inferior em $748,10 por dólar.
Nas cotações de 12 de agosto de 2026, o câmbio varejista (tipo de cambio minorista) médio vendedor ficou em $1.515,66, enquanto o câmbio atacadista (tipo de cambio mayorista) de referência foi de $1.492,54 por dólar.
Inflação em desaceleração
Um dos dados mais animadores é a inflação. Segundo o BCRA, a variação mensal até 30 de junho de 2026 foi de 1,9%, enquanto a inflação interanual caiu para 33,5%. Para os próximos 12 meses, a expectativa mediana do mercado, conforme o Relevamento de Expectativas de Mercado (REM) de 31 de julho de 2026, é de 21,8%.
Taxas de juros e base monetária
No campo financeiro, a TAMAR (Taxa de Adesão de Mercado Aberto em pesos) dos bancos privados em 11 de agosto de 2026 ficou em 23,875% nominal anual e 26,650% efetiva anual. A Base Monetária total em 10 de agosto de 2026 alcançou 46.031.628 milhões de pesos.
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