O Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) divulgou que a inflação de julho foi de 2,1%, uma leve alta em relação aos 1,9% de junho. No acumulado do ano, os preços subiram 19,3%. Recreação e cultura lideraram as altas, enquanto vestuário registrou queda.

O INDEC (Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina) publicou nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) referente a julho, que marcou um aumento de 2,1% em nível nacional. Com esse dado, a inflação acumulada nos primeiros sete meses do ano alcançou 19,3%, conforme informou o órgão.

O número de julho representa uma aceleração em relação ao mês anterior, quando a variação foi de 1,9%. O aumento foi impulsionado principalmente por Recreação e cultura, que subiu 5,0% devido ao incremento em pacotes turísticos e serviços culturais, e por Restaurantes e hotéis, com 2,8%.

Setores com maiores e menores variações

No extremo oposto, as divisões que registraram as menores altas foram Vestuário e calçados (-1,3%) e Bebidas alcoólicas e tabaco (1,5%). Também se destacou o avanço de Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, que subiu 2,2%, enquanto Alimentos e bebidas não alcoólicas aumentou 2%, com incrementos relevantes em verduras, laticínios e panificados.

Abaixo do nível geral ficaram Educação e Transporte, ambos com variação de 1,9%.

Variação por região

O Grande Buenos Aires (GBA) registrou a maior variação mensal, com 2,3%, acima da média nacional. Patagônia, Nordeste, Pampeana e Noroeste tiveram inflação de 2%, em linha com o resultado geral. Já Cuyo apresentou o menor incremento regional, com 1,9%.

Bens, serviços e categorias

A evolução dos preços mostrou diferença entre bens e serviços: os bens aumentaram 1,6%, enquanto os serviços subiram 3,1%, acima do nível geral. Por categorias, os preços sazonais foram os que mais aumentaram, com 4,5%, impulsionados por verduras, pacotes turísticos e serviços de hospedagem. O IPC núcleo avançou 1,8%, e os preços regulados subiram 2,1%, principalmente por transporte público, planos de saúde e eletricidade.

Esse dado é conhecido em um contexto de queda do consumo: segundo um relatório recente, o consumo caiu 1,2% em julho e já acumula oito meses de baixa interanual. Além disso, a cesta básica subiu 2,2% em julho, fazendo com que uma família precisasse de $1.564.716 (pesos argentinos) para não ser considerada pobre.

Para quem não está familiarizado, o INDEC é o órgão oficial de estatísticas da Argentina, equivalente ao IBGE no Brasil. O IPC mede a variação dos preços de uma cesta de bens e serviços representativa do consumo médio das famílias urbanas. A inflação acumulada de 19,3% em sete meses é um indicador importante para entender o poder de compra e a economia argentina, que enfrenta desafios históricos de estabilidade monetária.

Fonte: INDEC