O ministro da Economia argentino, Luis Caputo, assegurou que as instituições financeiras já refinanciaram as dívidas não pagas por um prazo de três anos e que a maioria dos devedores retomou os pagamentos. O anúncio foi divulgado pelo Escritório de Resposta Oficial nesta quinta-feira, em meio a críticas da oposição sobre o custo das medidas.

O Ministério da Economia da Argentina respondeu nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, às consultas da imprensa sobre a situação dos devedores do sistema financeiro. Por meio do Escritório de Resposta Oficial (@RespOficial_Arg), foi confirmado que os bancos já refinanciaram as dívidas em atraso por três anos e que a maioria dos devedores voltou a pagar, como resultado do trabalho conjunto que o governo impulsionou desde o primeiro dia.

A mensagem, publicada às 19h08 na rede social X, destaca que se cuida o dinheiro dos contribuintes para que vá para os salários e prioridades reais, e ao mesmo tempo se acompanha as pessoas na solução concreta que já está em andamento.

O que significa a refinanciamento em três anos

A medida abrange os créditos que caíram em mora, ou seja, aqueles empréstimos cujas parcelas não foram pagas no prazo estipulado. A refinanciamento permite reestruturar a dívida em um novo plano de pagamento com horizonte de 36 meses, o que reduz a pressão mensal sobre os devedores e evita que caiam no sistema de devedores inadimplentes do Banco Central.

Segundo o comunicado oficial, a maioria dos devedores já retomou o pagamento de suas parcelas, indicando uma melhora na capacidade de pagamento das famílias e empresas. O governo apresentou essa medida como parte de uma política mais ampla de proteção aos consumidores e de saneamento do sistema financeiro.

Reações e críticas

A publicação gerou reações imediatas nas redes. O usuário @peronchopampa questionou a medida, lembrando que o presidente Javier Milei havia dito que “ninguém colocou uma pistola na cabeça para se endividar”, e perguntou se o governo está reconhecendo o problema. Também apontou que Mercado Pago oferece empréstimos com taxa anual de 1.375%, dado que não foi verificado de forma independente.

Do lado do oficialismo, defende-se a iniciativa como um alívio para os setores mais afetados pela inflação e pela queda do poder aquisitivo. O Escritório de Resposta Oficial enfatizou que a medida não implica custo fiscal, pois são os bancos que assumem a refinanciamento, e que o objetivo é cuidar dos recursos dos contribuintes.

Contexto econômico

A medida se insere em um contexto de alta inflação e de taxas de juros elevadas, que levaram muitos tomadores de crédito a cair em mora. Segundo dados do Banco Central, a inadimplência do sistema financeiro havia mostrado aumento nos últimos meses, embora os números oficiais não tenham sido citados no anúncio.

O ministro Caputo, que assumiu em dezembro de 2023, tem impulsionado uma série de medidas para ordenar as contas públicas e reduzir a emissão monetária. A refinanciamento de dívidas em atraso soma-se a outras iniciativas, como a eliminação de subsídios e a desregulamentação da economia.

O que significa para os devedores

Para aqueles que tinham dívidas não pagas, a refinanciamento em três anos implica que poderão renegociar suas parcelas e evitar o confisco de bens ou a inclusão em centrais de risco. Os bancos, por sua vez, recuperam parte dos créditos que haviam dado como perdidos.

O anúncio não especifica valores nem o número exato de devedores beneficiados, mas o Escritório de Resposta Oficial garantiu que “a maioria” já voltou a pagar. Espera-se que nos próximos dias o Ministério da Economia forneça mais detalhes sobre o alcance da medida.

Fonte: Escritório de Resposta Oficial (@RespOficial_Arg) no X, 13 de agosto de 2026.