A modelo argentina quebrou o silêncio após as polêmicas declarações do ex-marido, que afirmou que o título de 'esposa' era grande demais para ela. Com firmeza, mas sem entrar em guerra midiática, Bargiela defendeu seu lugar na relação e relembrou o difícil momento que atravessou durante a separação.

A resposta de Eva Bargiela

Eva Bargiela quebrou o silêncio e respondeu com firmeza às declarações de Facundo Moyano, que em entrevista ao programa A la Barbarossa (Telefe) havia dito que o título de 'esposa' era grande demais para a modelo. A resposta veio ao vivo no programa Sálvese Quien Pueda (América TV), onde a influenciadora deixou clara sua posição sem entrar em uma guerra midiática.

Quando a repórter adiantou que Moyano a havia mencionado em suas entrevistas, Bargiela reagiu com surpresa genuína: 'Ah, não, não'. Ao ouvir a declaração, processou a informação ao vivo e respondeu: 'Olha, eu sei que ele está passando por um mau momento e não é do meu estilo bater em quem já está caído. Eu, para me limpar, não preciso jogar terra em ninguém'.

'Sempre fui uma boa companheira'

A modelo defendeu seu lugar na relação: 'Em todos os meus relacionamentos, sempre fui uma boa companheira. Obviamente que tive meus erros, como todo mundo, mas sempre tentei ser a melhor parceira possível. Não sei se do outro lado podem dizer o mesmo'. E encerrou esse trecho com uma ressalva: 'Não tenho interesse em falar sobre o assunto e juro que essa declaração eu nem tinha ouvido. Ou seja, você me surpreendeu'.

A versão de Yanina Latorre

O ponto seguinte foi mais delicado. A repórter transmitiu o que Yanina Latorre havia dito no dia anterior no SQP: que Moyano a teria deixado 'sem um centavo' quando se separaram. Bargiela demonstrou desconforto imediato: 'Acho desconfortável falar sobre esse assunto. As pessoas acham que sabem tudo o que aconteceu nessa relação, mas a verdade é que não sabem nem um por cento'. E foi precisa sobre onde havia tratado dessa história: 'Tudo o que tive que falar, falei ou na terapia ou com minha advogada e apresentei à justiça'.

O pacto secreto e as ameaças

Segundo revelou Yanina Latorre no SQP, a separação entre Moyano e Bargiela foi marcada por ameaças, medo e um acordo econômico confidencial. A comentarista afirmou que a intenção inicial do dirigente foi 'deixá-la sem um tostão', mas Bargiela, assessorada por Ana Rosenfeld, começou a reunir provas que o incriminavam patrimonialmente.

'Se você me mencionar, se falar de mim em uma nota, se for à televisão, falar da separação ou me criticar, eu acabo com você e você nunca mais vai trabalhar'

Essas teriam sido as palavras com as quais Moyano tentou intimidá-la, segundo o relato de Latorre. O assédio obrigou Rosenfeld a assumir o caso, apresentando aos advogados do dirigente todas as provas reunidas sobre a origem do dinheiro e a disparidade entre sua renda declarada e seu padrão de vida. 'Aí cessaram as hostilidades', confirmou a comentarista.

Um dos dados mais chamativos do modus operandi do casal envolvia as viagens de Bargiela ao exterior. Latorre detalhou que o dirigente mandava sua então esposa aos Estados Unidos com dinheiro em espécie para comprar roupas de luxo: 'Ela ia à Prada e comprava os ternos para que as pessoas não o vissem nem filmassem comprando, e ela os trazia para a Argentina para que o sindicalista usasse'.

'Passei muito mal'

Diante da insistência sobre se Yanina poderia estar certa, Bargiela sorriu antes de responder: 'Yanina sabe muitas coisas, mas prefiro, juro, não tocar no assunto'. O que admitiu, sem rodeios, foi o peso daquele período: 'Passei muito mal. Isso esteve visível na época, não é que estou contando uma novidade'.

O que veio em seguida foi o argumento que atravessou toda a sua intervenção: a distância que sente entre o que acontece com Moyano e sua própria vida. 'Entendo que quando alguém está num mau momento às vezes fala movido pela raiva, pelo rancor, mas nada do que está acontecendo com ele tem a ver comigo. Tem a ver comigo e não tenho por que receber efeitos colaterais das escolhas que os outros fazem na vida', disse.

A menção aos vícios que haviam sido noticiados pela imprensa em relação a Moyano gerou uma reação física visível: 'Acho muito desconfortável às vezes ver que estão falando de coisas horríveis na TV que não têm nada a ver comigo nem com meu estilo de vida, porque eu não tenho essas coisas na minha vida, e que apareça uma foto minha, que apareça meu estado de espírito'.

A ligação do pai

O encerramento veio com uma imagem que resumiu tudo: a do pai ao telefone. 'Até meu pai me ligou e disse: 'Fico muito mal quando aparece uma foto sua ou quando te mencionam em algo que sinceramente não tem a ver com você'', contou Bargiela.

A modelo também lembrou do difícil momento que atravessou durante a separação: 'Graças a Deus, a vida colocou no meu caminho', expressou, deixando claro que conseguiu seguir em frente.

O contexto: a polêmica frase de Moyano

Tudo começou quando Facundo Moyano, em entrevista ao A la Barbarossa (Telefe), referiu-se às suas ex-companheiras e disparou: 'As mulheres com quem estive, incluindo minha ex-esposa, que esposa é um título grande demais para ela... todas quando estavam comigo eram gatas porque eu pagava, porque as mantinha como enfeite'. A frase gerou grande repercussão e não demorou a chegar aos ouvidos de Bargiela.

O dirigente havia sido convidado ao programa para falar sobre o escândalo que protagonizou com Candela Arizaga, que em 4 de agosto correu seminua pela Avenida Libertador e Moyano acabou detido por algumas horas. Durante a conversa, o ex-deputado também disse: 'O que mais me incomodou é que não acreditem que eu possa estar numa relação sem pagar. Está errado, falo sério'.

Além disso, segundo informou o jornalista Pampa Mónaco no La Mañana con Moria, a Fiscalia de Gênero da Cidade de Buenos Aires rejeitou o pedido da defesa de Moyano para suspender a medida protetiva que pesa sobre ele, portanto ele deverá manter uma distância de 300 metros de Arizaga enquanto a investigação continua.