No dia 3 de setembro de 2026, chega aos cinemas argentinos o filme mais aguardado do ano: Pepita, a Pistoleira, dirigido por Lucía Puenzo e estrelado por Luisana Lopilato. Um thriller dramático baseado na história real de Margarita Di Tullio, a rainha da noite de Mar del Plata, que promete consagrar a atriz em um papel desafiador e sombrio.

Estreia com tapete vermelho e emoções à flor da pele

A noite de 2 de setembro de 2026, no Paseo Aldrey (Cinemacenter) de Mar del Plata, foi marcada por uma pré-estreia com sala lotada: cerca de 250 pessoas assistiram à primeira exibição de Pepita, a Pistoleira. O evento foi organizado pelo jornal LA CAPITAL e contou com a presença de atores e técnicos locais como Catalina Flocco, Damián Amado, Juan Pedro Alba e Diego Scinardo Ratto. Também estiveram presentes o filho da verdadeira Margarita Di Tullio, Gabriel Triviño, e o produtor Javier Furgang.

No dia seguinte, 3 de setembro, aconteceu a estreia oficial em Buenos Aires, com uma constelação de celebridades: desde Luisana Lopilato acompanhada pelo marido Michael Bublé, até Valeria Mazza, Malena Narvay, Juariu, Julieta Zylberberg, Darío Lopilato, Benjamín Alfonso, Gabriela Ricardes (ministra da Cultura de CABA), Carolina Kopelioff, Clara Alonso, Celeste Muriega, Christian Sancho, Felipe Colombo, Flavia Palmiero, Gisela Dulko, Benjamín Rojas, Laura Novoa, Gustavo Bassani, Camila Peralta, Charo López, Malena Ferreyra, Germán Paoloski, Sabrina Garciarena e Benjamín Amadeo, entre muitos outros. A noite foi um verdadeiro desfile de moda, com looks que roubaram a atenção de todos.

Quem foi Pepita, a Pistoleira?

Margarita Di Tullio, apelidada de “Pepita, a Pistoleira” ou “a rainha da noite marplatense”, nasceu no porto de Mar del Plata. Começou sua vida no crime como ladra e depois se envolveu com o mundo noturno como trabalhadora sexual e administradora de bordéis. Em 1985, matou três homens que tentaram atacá-la em sua casa durante um acerto de contas; foi julgada e absolvida. Sua história, repleta de violência, corrupção e sobrevivência, é o coração deste filme.

Filmagens em Mar del Plata com toque local

As filmagens ocorreram durante 2025, em grande parte em cenários naturais da cidade balneária, com equipe técnica local. O icônico cabaré “Neisis”, fundado pela própria Margarita, é um local central na trama. O filme é produzido por Zeppelin Studios, Historias Cinematográficas, Pampa Films, Life Is One e The Remake para Disney, com Luisana Lopilato como produtora executiva. A distribuição fica por conta da Buena Vista International (Disney).

Por trás das câmeras, uma equipe de luxo: Lucía Puenzo dirige com roteiro coescrito com Andrés Gelos e Tatiana Mereñuk. A fotografia é de Iván Gierasinchuk, a direção de arte de Marcelo Chaves, a música de Andrés Goldstein e Daniel Tarrab, e a edição de Misael Bustos.

A transformação de Luisana Lopilato: um desafio pessoal

Luisana Lopilato interpreta Marga/Pepita, um papel que ela mesma definiu como um desejo trabalhado por anos. Em uma entrevista recente a Mario Pergolini no “Otro Día Perdido” (El Trece), a atriz confessou seu maior medo: “que o público visse a Luisana em vez do personagem”. Para isso, testaram próteses corporais, perucas e lentes de contato, buscando uma versão própria sem cair na caricatura.

A crítica do LA NACION classifica o filme como “muito bom” e destaca a atuação de Lopilato como consagradora e desafiadora, longe de seus papéis anteriores. A direção de Puenzo usa closes para enquadrar o sofrimento das mulheres, e destacam-se o clima frio do inverno marplatense e o som dos saltos.

Ficha técnica

  • Direção: Lucía Puenzo
  • Roteiro: Lucía Puenzo, Andrés Gelos, Tatiana Mereñuk
  • Elenco: Luisana Lopilato, Claudio Tolcachir, Alberto Ajaka, Charo López, Camila Peralta, Marcelo Subiotto, Esteban Bigliardi, Gustavo Bassani, Gala Nisenson
  • Duração: 106 minutos
  • Classificação: Não recomendado para menores de 17 anos
  • Gênero: Thriller dramático

A trama

Argentina, 1985. Margarita trabalha em um cabaré dirigido por um homem violento, “El Cuervo” (Alberto Ajaka), que a obriga a fazer sexo com clientes. Ela tenta sair desse ambiente com um relacionamento com um trabalhador portuário, Germán (Claudio Tolcachir). Ao engravidar, tenta criar seu próprio negócio junto com outras trabalhadoras sexuais, enquanto o fantasma do “Louco da estrada”, um assassino de prostitutas, as assombra. A história inclui violência, corrupção política e policial, máfias e abusos. Uma reviravolta revela que o suposto assassino em série foi uma invenção.

A visão do filho de Pepita

Gabriel Triviño, filho de Margarita Di Tullio, esteve na pré-estreia em Mar del Plata e falou com a imprensa. Ele reconheceu que há “muita ficção” no filme, mas que foi feito “com muito respeito”. Sobre a atuação de Lopilato, disse que é “excelente”. Também se emocionou ao lembrar da mãe: “Ela era carinhosa no âmbito familiar. Diante do ataque à sua casa, acho que qualquer mãe faria o mesmo”.

A marca de Lucía Puenzo

Lucía Puenzo já havia demonstrado seu talento com filmes como XXY (2007), vencedor do Grande Prêmio da Semana da Crítica em Cannes e do Goya de Melhor Filme Estrangeiro; El niño pez (2009), Wakolda (2013), La caída (2022) (vencedor do Emmy Internacional), Los impactados (2024), e séries como Cromo, La Jauría, Señorita 89, Nadie nos vio partir (Netflix) e Futuro Desierto. Com Pepita, a Pistoleira, ela consolida seu estilo sombrio e profundo.


Fontes: Para Ti e LA NACION.