Um respiro fresco para a economia argentina
O Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) - o órgão oficial de estatísticas da Argentina - relatou em 14 de julho de 2026 que a inflação de junho se situou em 1,9%, quebrando a barreira de 2% pela primeira vez em 10 meses. Este dado, que coincidiu com as projeções das principais consultorias e do Mercado de Expectativas de Inflação (REM) do Banco Central, gera um cenário de otimismo para o segundo semestre do ano.
Inflação Mensal
1,9%
Junho 2026
Interanual
33,5%
Acumulada 2026: 16,8%
Dados destacados do IPC (Índice de Preços ao Consumidor)
- Inflação núcleo: 1,6% (exclui produtos mais voláteis como frutas e energia).
- Recreação e cultura: +4,2%.
- Habitação: +3,3%.
- Alimentos e bebidas: +1,3%, mostrando uma clara desaceleração.
- Cesta básica: Aumentou 2,2%, pelo que uma família típica precisou de $1.531.473 ARS (pesos argentinos) para não cair na pobreza.
Contexto financeiro e projeções
O bom momento inflacionário é respaldado por uma sólida posição do Banco Central da República Argentina (BCRA), que em uma única jornada comprou USD 532 milhões, o maior valor do ano. O dólar oficial se manteve estável em torno de $1.495 ARS, enquanto o 'risco país' - um indicador que mede a probabilidade de um país não pagar sua dívida externa - se situa num confortável nível de 402 a 410 pontos básicos.
Além disso, em 15 de julho de 2026, o Tesouro argentino lançará o Bonar 2029 (título de dívida em dólares) por até USD 2.000 milhões, após ter pago USD 4.200 milhões de dívida nos dias anteriores. Neste cenário, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta um crescimento de 3,5% para a economia argentina, e espera-se a visita de sua diretora, Kristalina Georgieva, para 27 de julho de 2026.
Fonte: Imago com base em dados do INDEC e BCRA.