Uma missão de resgate heroica em terreno inóspito
A operação ocorre nas imediações do Parque Provincial Ischigualasto, com a participação de mais de 45 pessoas.
O momento do impacto e o resgate
No 29 de julho de 2026, um helicóptero Bell 412EP (matrícula LV-KGR) da empresa Jasfly S.A. caiu no setor Caballo Anca, a cerca de 20 km da Rota 150, dentro do Parque Provincial Ischigualasto, em San Juan, Argentina. O acidente ocorreu por volta das 10h26, enquanto a aeronave participava de um treinamento do Serviço Nacional de Manejo do Fogo (SNMF).
O resgate, iniciado na madrugada de 30 de julho de 2026, é um verdadeiro desafio. A área é cercada por serras e o acesso terrestre é impossível. Os socorristas tiveram que caminhar 15 quilômetros com equipamentos pesados e macas durante três horas para chegar ao local do impacto, segundo informaram fontes oficiais ao Infobae.
As vítimas da tragédia
Sete pessoas perderam a vida neste acidente, todas dedicadas à segurança e ao resgate:
- Matías Valenzuela (53), piloto do helicóptero e comandante da Polícia de Buenos Aires.
- Rubén Castro, chefe dos Bombeiros de San Juan.
- Jorge Carbajal, segundo chefe dos Bombeiros.
- Carlos Heredia, diretor de Proteção Civil.
- Germán Videla, subchefe da Polícia de San Juan.
- Andrés Bosch, brigadista da AFE (Administração de Florestas Estaduais).
- Rodrigo Aimetta, brigadista da AFE.
Quem era Matías Valenzuela?
O piloto do helicóptero era um verdadeiro especialista em sua área. Com quase 30 anos de experiência, Valenzuela integrava a Polícia de Buenos Aires desde 1996 e atuava como piloto comercial, instrutor de voo e especialista em combate a incêndios florestais. Um dia antes da tragédia, em entrevista ao Canal 8 de San Juan, ele declarou que seu trabalho arriscado era um dos que mais envolvem perigo, mas que o fazia porque amava.
Seu colega Fernando Scabuzzo, da UTV Aeroemergências, lembrou com emoção como Valenzuela lhe salvou a vida em um acidente anterior, destacando que ele era muito corajoso e experiente, conforme publicado pelo TN.
A hipótese dos investigadores
O especialista em acidentes aéreos Guillermo Tufro analisou o caso para La Nación e apontou que a principal hipótese é uma perda repentina de visibilidade. Tufro explicou que a presença de neblina pode ter forçado o voo a baixa altitude seguindo o leito de um rio, e uma piora súbita do clima teria causado desorientação. O especialista indicou que entrar em nuvens normalmente provoca a perda de controle do helicóptero em 30 a 50 segundos.
A investigação judicial está a cargo do promotor federal Francisco Maldonado, enquanto a Junta de Segurança no Transporte determinará as causas técnicas. O governo de San Juan decretou três dias de luto provincial, apoiando com respeito as famílias desses heróis que dedicaram suas vidas a proteger os outros.