Diplomacia avança: reabertura do Estreito de Ormuz pode trazer paz e estabilidade
De acordo com informações do The Guardian, a diplomacia internacional está dando frutos em uma das regiões mais tensas do planeta.
No 04 de agosto de 2026, autoridades regionais indicaram que Irã e Omã alcançaram progressos rumo a um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, uma passagem marítima crucial por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Pelo acordo emergente, os navios entrariam no Golfo Pérsico por uma rota controlada pelo Irã e sairiam por uma controlada por Omã, com taxas de segurança e preservação ambiental.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou à CNBC que Washington pode chegar a um acordo com Teerã até 05 de agosto de 2026. Já o secretário de Estado, Marco Rubio, disse que há avanços e que esperam que ocorra muito em breve. O Catar, por meio de seu porta-voz Majed al-Ansari, confirmou que os esforços diplomáticos continuam para reduzir a escalada e reabrir a via marítima.
Alívio nos mercados de energia
A expectativa do acordo já impacta os mercados. O preço do Brent crude (petróleo referência internacional), que chegou a 126 dólares por barril em abril de 2026, caiu 3,4%, para 80,88 dólares. Para os pescadores locais, como Ahmed, de 52 anos, o acordo significa recuperar o sustento: “nossas redes estavam vazias, não por falta de peixes, mas pelo medo de sair ao mar”, disse com esperança.
O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou as petrolíferas por lucrarem demais com a crise, mas mostrou otimismo quanto à estabilização dos preços.
Situação em Gaza e Líbano
Apesar dos avanços no Golfo, a situação terrestre continua tensa. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que não haverá retirada de Gaza enquanto o Hamas não se desarmar completamente.
Em paralelo, Israel e Líbano iniciaram a sétima rodada de conversações em Roma, mediadas pelos EUA, focadas no desarmamento do Hezbollah e na retirada das tropas israelenses do sul do Líbano. Em um lembrete sombrio do custo do conflito, no 04 de agosto de 2026 foi realizado um funeral em massa em Gaza por 112 palestinos cujos corpos foram recuperados após um ataque aéreo de novembro de 2023, após 136 horas de remoção de escombros. Julho de 2026 foi o mês mais letal, com 152 mortos em Gaza.
Fonte original: The Guardian