De drones falhos na Alemanha a latas de conserva explosivas na Lituânia, a inteligência militar russa (GRU) teria ativado uma complexa engrenagem de terror coordenada para desestabilizar o Ocidente. O objetivo seria pressionar governos europeus a cessarem o apoio à Ucrânia através de ataques incendiários e sabotagens estratégicas.

A Estratégia do Medo: A Unidade 29155

O incidente no Aeroporto de Leipzig, na Alemanha, teria sido apenas a ponta do iceberg de uma operação global. No dia 4 de agosto, um drone teria colidido contra a asa de uma aeronave ucraniana. O dispositivo — descrito como uma lata com explosivos selada com uma placa de metal — não detonou, mas revelou uma assinatura técnica que conecta diversos ataques no continente europeu.

🔍 Entenda o Conceito: O que é o GRU?

O GRU (Главное разведывательное управление) é o serviço de inteligência militar da Rússia. Diferente do FSB (focado em segurança interna), o GRU opera globalmente. A Unidade 29155, mencionada nas investigações, seria um grupo especializado em operações clandestinas, sabotagens e 'ações diretas' em solo estrangeiro.

As investigações apontam para Oleg Levushkin, um cidadão russo-letão que teria coordenado a ação em Leipzig após viajar da Turquia. No entanto, a mente por trás da estratégia seria o coronel Denis Smolyaninov, chefe do departamento da Ucrânia do GRU e especialista em guerra psicológica.

📍 Mapa do Sabotagem na Europa

A campanha não teria sido isolada, mas sim uma rede coordenada para gerar pânico na população civil e atingir alvos estratégicos.

País Incidente Detalhe Chave
Alemanha Ataque com drone e sabotagem em Munique Alvo: Avião ucraniano e empresa de defesa.
Lituânia Explosivos em cemitérios e Ikea Latas de milho com 700g de TNT cada.
Reino Unido Pacotes incendiários Ataques em Birmingham coordenados via Panamá.
Polônia Pacotes incendiários Logística ligada à empresa Longifolia.
Estônia Ataque incendiário Alvo: Empresa Milrem Robotics.
Bulgária/Chéquia Explosões Afetaram depósitos de munições.

🎯 Objetivo Geopolítico

Segundo Gerhard Schindler, ex-presidente do BND (serviço de inteligência alemão), a meta seria semear o medo de um conflito militar direto. Isso faria com que os cidadãos europeus pressionassem seus governos a retirarem o apoio à Ucrânia.

🚚 Logística e Negação

  • ✅ Os explosivos teriam entrado na Alemanha vindos da Bulgária e Sérvia, ocultos em caminhões de carga.
  • ✅ A empresa Longifolia (registrada no Panamá) serviria como fachada para o envio de dispositivos.
  • ✅ A Embaixada Russa em Berlim negou categoricamente qualquer implicação nos fatos.

Fonte: IMAGO