O jornal argentino La Nación informou que a justiça pediu para interrogar Eduardo e Chiche de Zabaleta, o jornalista Horacio Verbitsky e outras 30 pessoas no escândalo conhecido como Vacunatorio VIP, que marcou a agenda sanitária do país em 2021.

Novo capítulo na causa do Vacunatorio VIP

Publicado em 09 de agosto de 2026

Em 9 de agosto de 2026, o diário La Nación revelou um novo avanço na causa judicial conhecida como 'Vacunatorio VIP'. Segundo a publicação, o juiz responsável teria solicitado a oitiva (indagatoria) de Eduardo e Chiche de Zabaleta, do jornalista Horacio Verbitsky e de outras 30 pessoas.

O que foi o escândalo do Vacunatorio VIP?

Para quem não lembra, o caso explodiu no início de 2021, durante a pandemia de COVID-19. Naquela época, descobriu-se que diversas personalidades da política, do jornalismo e do mundo do espetáculo haviam recebido a vacina contra o coronavírus no Ministério da Saúde da Argentina, antes de seus grupos prioritários oficiais e sem atender aos critérios estabelecidos no plano de imunização. A notícia gerou enorme polêmica e protestos públicos, pois muitos idosos e profissionais de saúde ainda esperavam pela vacina.

O caso ganhou o apelido de 'Vacunatorio VIP' porque as vacinas foram aplicadas em um local restrito, no edifício do próprio ministério, em Buenos Aires, supostamente para facilitar o acesso de figuras influentes.

O que significa a medida atual?

O pedido de indagatoria (termo jurídico argentino para o interrogatório formal do acusado perante o juiz) é um passo importante no processo penal. Ele não implica culpa, mas indica que o magistrado encontrou indícios suficientes para ouvir os envolvidos. A medida abrange nomes conhecidos do cenário político e midiático argentino, como Eduardo de Zabaleta, ex-secretário de Meio Ambiente, sua esposa Chiche, e Horacio Verbitsky, reconhecido escritor e jornalista de investigação.

Essa nova etapa é vista como um avanço na busca por transparência e responsabilização, reforçando a importância das instituições democráticas. A justiça argentina segue trabalhando para esclarecer os fatos e definir responsabilidades, garantindo que casos de privilégio durante a pandemia não fiquem impunes.