O presidente Javier Milei retorna nesta sexta-feira a Rosário para participar do ato central pelos 142 anos da Bolsa de Comércio de Rosário (BCR), em uma jornada que combina agenda produtiva com uma forte protesta social contra sua visita.
A chegada do mandatário está prevista para perto das 19 horas no Aeroporto Internacional de Rosário, de onde seguirá de helicóptero até a helipista da Prefeitura Naval e depois por via terrestre até a sede da Bolsa, em Córdoba e Corrientes. Antes do ato, manterá um encontro protocolar com as autoridades da entidade, o governador de Santa Fe Maximiliano Pullaro e o prefeito Pablo Javkin.
Agenda produtiva e ferroviária
A jornada terá como eixos o desenvolvimento da infraestrutura rodoviária e portuária, bem como o futuro do Belgrano Cargas, uma via estratégica para o transporte da produção do NOA e NEA em direção aos terminais do Gran Rosário. Um consórcio de agroexportadoras ligadas à Bolsa mantém interesse em participar da concessão dessas linhas.
O presidente da BCR, Pablo Bortolato, confirmou que a entidade segue reivindicando a eliminação das retenções, embora tenha reconhecido que “neste momento não estariam dadas as condições” para uma redução imediata. Milei, por sua vez, não antecipou anúncios oficiais.
Protesto na Praça Sarmiento
Um amplo arco de organizações sociais, sindicais e estudantis convocou uma mobilização para repudiar a visita. A concentração começará às 17 horas na Praça Sarmiento (Corrientes e San Luis) e de lá marcharão até a Bolsa. Durante o protesto, Milei será declarado novamente “Persona Non Grata” em Rosário.
Participam sindicatos de transporte reunidos na CATT Rosário (Siconara, Caminhoneiros de Moyano, SOMU, aeronáuticos e ferroviários), além da CCC, UTEP, ATE, Aceiteiros e setores estudantis. A CGT Rosário, através de seu secretário-geral Miguel Vivas, expressou seu apoio e deixou em liberdade de ação seus filiados.
O presidente entre críticas e defesa
Na véspera, Milei atacou jornalistas que questionaram seu discurso de quinta-feira no Council of the Americas. Em sua conta no X, escreveu: “Me lisonjeia ver que os incomodou tanto mostrar como mentem e como os alteram os dados duros”, e fechou com um “CIAO!”.
Além disso, compartilhou uma mensagem do economista Martín Vauthier que destaca que o atual ciclo de crescimento atingiu 27 meses consecutivos em junho, o mais longo dos últimos 15 anos. Nesta tarde, seu discurso em Rosário estará focado na produção, nas exportações e na logística regional.
O economista Carlos Melconian saiu para contradizer a ideia de que “o filme é o melhor da história” e sustentou que “não há filme”: “A foto está dividida: o financeiro protegido por Vaca Muerta, e o real, mal”.
Fontes: Rosario3 · Clarín · El Litoral