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Hauque denuncia que Alberto Fernández sabía de esquema de corrupção nas importações

13/06/2026 21:19 - Politica

Una persona declarando ante cámaras en un estudio de televisión con expresión seria y preocupada, micrófonos visibles, iluminación de noticiero profesional, fondo institucional azul

A declaração bombástica de Francisco Hauque

Francisco Hauque, apontado como ex-sócio de Elías Piccirillo no caso SIRA, rompeu o silêncio no programa ¿La Ves? do canal TN (Todo Noticias) e fez uma série de denúncias que envolvem diretamente o ex-presidente Alberto Fernández. O financista afirmou categoricamente que o então mandatário "estava a par de tudo" sobre as manobras de corrupção que estão sendo investigadas.

Contexto para leitores brasileiros: Alberto Fernández foi presidente da Argentina entre dezembro de 2019 e dezembro de 2023, pelo partido Peronista (Frente de Todos). Seu governo foi marcado por crises econômicas e escândalos de corrupção.

Em seu testemunho, Hauque negou ter uma relação comercial com Piccirillo: "Apenas emprestei dinheiro para ele", garantiu, precisando que a soma ascendia a cerca de USD 3.000.000. Além disso, apontou que Matías Tombolini, ex-secretário de Comércio, também tinha conhecimento das operações.

O que é o caso SIRA?

O SIRA (Sistema Integral de Importações da Argentina) é um sistema implementado pelo governo argentino para controlar as importações e o acesso a dólares oficiais a taxas preferenciais. O caso investiga uma suposta rede de cobrança de propinas para agilizar licenças de importação.

Para que servia o SIRA?

Controlar quem podia importar produtos e acessar dólares baratos do governo argentino. Empresas precisavam de aprovação para importar.

O esquema de corrupção

Funcionários supostamente cobravam propinas para aprovar importações mais rapidamente e liberar acesso aos dólares subsidiados.

A trama de corrupção

Segundo Hauque, foi Valeria Fernández, auditora externa do Banco Central atualmente indiciada no caso, quem aproximou o "modelo de negócio" de Juan Pablo Biondi, secretário de Comunicação e Imprensa entre 2019 e 2021.

"Biondi levou o esquema para Miguel Ángel Pesce, que estava a par de tudo", sustentou Hauque sobre o ex-presidente do Banco Central da Argentina. E acrescentou sobre Alberto Fernández: "Ele participava como em todos os negócios".

EnvolvidoCargo na épocaAcusação
Alberto FernándezPresidente da ArgentinaSaber do esquema
Miguel Ángel PescePresidente do Banco CentralParticipação
Juan Pablo BiondiSecretário de ImprensaIntermediário
Matías TomboliniSecretário de ComércioConhecimento
Valeria FernándezAuditora BCRACriadora do modelo

As explicações do financista

Hauque se desvinculou das acusações sobre sua participação nas manobras ilícitas através de casas de câmbio. Reconheceu que teve uma agência em 2019, mas afirmou que tempo depois a fechou. "Da operação em si não tenho conhecimento de como funcionava essa trama", se defendeu.

Sobre sua relação com Piccirillo, foi contundente: "Eu não participava do negócio". E acrescentou que ambos "são scapegoats" (bodes expiatórios) no contexto da investigação. "Em várias ocasiões estive sentado em mesas onde compartilhei muito com Elías, e nessas reuniões pude presenciar muitas situações que parecem de ficção científica", relatou.

Ameaças e preocupação com sua segurança

O financista expressou sua preocupação com a segurança pessoal: "Estou ameaçado e tenho escolta policial". Também afirmou que "Piccirillo junto com outros setores obscuros do poder" "plantaram drogas nele" (uma expressão que indica ter sido incriminado falsamente).

"Estar no seu programa é uma apólice de seguro de vida", garantiu Hauque durante a entrevista, sublinhando os riscos que enfrenta após suas declarações. "Algo podem me fazer, mais pelo que acabei de contar", acrescentou para o final de seu testemunho.

Contexto político argentino

Para compreender a dimensão destas acusações, é importante conhecer que o peronismo (movimento político argentino) historicamente enfrenta acusações de corrupção. Alberto Fernández chegou ao poder em 2019 prometendo combater a corrupção, mas seu governo terminou envolto em escândalos.

O controle de importações e do acesso a dólares foi uma política central do governo Fernández para tentar conter a crise econômica argentina, mas criou oportunidades para esquemas de corrupção como o que agora está sendo investigado.

Fonte: TN (Todo Noticias) - 12 de junho de 2026

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