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Trump pressiona Netanyahu e Putin no G-7: sanções e alerta no Líbano

17/06/2026 03:35 - Internacionales

Cumbre del G-7 con líderes mundiales en una sala de conferencias moderna con banderas de países participantes, ambiente diplomático formal con Trump como figura central

Uma cúpula com múltiplos focos abertos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, protagonizou uma jornada intensa na segunda jornada da cúpula do G-7 em Évian-les-Bains (França), de onde enviou duas mensagens claras a dois dos atores mais problemáticos do cenário internacional: o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente russo, Vladimir Putin.

A reunião, que se estendeu até o 17 de junho de 2026, colocou sobre a mesa temas candentes como o conflito com o Irã, a guerra na Ucrânia e a estabilidade do mercado petrolífero. Trump, que celebrou seu aniversário de número 80 em 14 de junho com um evento de UFC na Casa Branca, aproveitou sua posição de força após o anúncio do acordo de paz com o Irã para avançar seus objetivos geopolíticos.

🇮🇱 A advertência a Netanyahu

Trump pediu a Netanyahu que fosse "mais responsável com o Líbano" e criticou os ataques israelenses ao sul de Beirute. Em um comentário surpreendente, sugeriu que a Síria poderia ocupar-se do Hezbollah: "Se Israel é incapaz de realizar a missão sem matar todos os demais, a Síria se ocupará. Sendo honesto, acho que [os sírios] fariam um trabalho melhor", declarou à margem de uma reunião bilateral com o emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad al Thani.

A menção é significativa porque a Síria agora é governada por Ahmed al Shara, um antigo líder de uma milícia jihadista sunita vinculada à Al Qaeda, após a queda do regime de Bashar al-Assad. Além disso, soube-se que a Síria assinou um contrato com duas companhias estadounidenses para desenvolver jazidas de gás.

A referência representa um balde de água fria diplomático para Netanyahu, que se recusou a retirar tropas do sul do Líbano e denunciou que o acordo com o Irã não inclui o Hezbollah.

🇷🇺 A pressão sobre a Rússia

Em relação à Rússia, Trump advertiu que está disposto a reativar as sanções petrolíferas que suspendeu quando seu ataque contra o Irã tensionou os mercados energéticos. "Em breve estaremos em condições de fazê-lo, porque os preços estão caindo", assegurou.

O petróleo Brent caiu abaixo de USD 80 por barril pela primeira vez em três meses, com oscilações citando valores de USD 83-84 tras o anúncio do acordo de paz com o Irã, que reabre o Estreito de Ormuz (por onde passa 20% do petróleo mundial).

O chanceler alemão, Friedrich Merz, assinalou que detectou uma "atitude colaborativa" de Trump em matéria de sanções contra a Rússia. Esta é uma má notícia para o Kremlin em um momento em que a Ucrânia incrementa seus ataques contra infraestruturas energéticas russas.

🇺🇦 Zelensky recebe apoio do G-7

Antes da sessão dedicada à crise do Golfo, os líderes do G-7 receberam o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, quem assistiu em uma posição claramente diferente de sua visita à Casa Branca em fevereiro de 2025, quando Trump o submeteu a um duro interrogatório político.

Zelensky informou que Trump respondeu de maneira "muito positiva" a seu pedido de entrega de meios defensivos antiaéreos. O mandatário ucraniano assinalou que de uma dúzia de linhas de ataque que a Rússia sustentava na última fase da campanha invasora, apenas duas ou três permanecem ativas com certo ímpeto.

Fontes diplomáticas citadas por agências assinalaram que houve um consenso sobre a vontade de elevare a pressão contra a Rússia e sustentar a Ucrânia com meios de defesa antiaérea.

Contexto do acordo com o Irã

Trump se esforçou em transmitir segurança sobre o acordo com o Irã, que deveria ser formalizado com uma assinatura oficial na sexta-feira, 19 de junho de 2026, em Bürgenstock, Suíça. O conflito, que começou em 28 de fevereiro de 2026, deixou mais de 3.700 mortos.

O acordo inclui a reabertura do Estreito de Ormuz e 60 dias de negociação nuclear. O Irã manteria seu programa de mísseis e alianças regionais com o Hezbollah e os Houthis, embora com limitações.

A sessão dedicada à crise do Golfo contou com a participação dos líderes do Egito, Emirados Árabes Unidos e Catar, além da delegação estadounidense.

Fonte: El País

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A Coluna de Alfredo Alfredo S. Quiroga

Alfredo S. Quiroga