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Lula faz discurso histórico no G7 e denuncia protecionismo que agrava desigualdades globais

17/06/2026 21:56 - Internacionales

Presidente brasileño Lula da Silva dando discurso en cumbre internacional del G7 en Évian Francia, con banderas de países miembros de fondo, ambiente diplomático formal

Uma voz do Sul Global no coração da Europa

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, protagonizou neste 16 de junho de 2026 um discurso histórico na cúpula do G7 realizada em Évian, França, onde criticou com firmeza o ressurgimento do protecionismo e do unilateralismo como respostas equivocadas aos problemas globais.

Segundo a transcrição oficial divulgada pela Presidência brasileña, Lula afirmou que "o protecionismo e o unilateralismo ressurgem agora como respostas falaciosas à complexidade de nossos problemas", em uma clara referência às políticas de governos conservadores em diferentes partes do mundo.

Contexto: O G7 é o grupo das sete maiores economias democráticas do mundo: Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá. O Brasil participa como convidado, representando o Sur Global — termo que designa os países em desenvolvimento da Ásia, África e América Latina.

O diagnóstico: desigualdade crescente

O mandatário brasileño denunciou que a distância entre a prosperidade das economias mais desenvolvidas e a realidade dos bilhões de pessoas que habitam o Sur Global aumentou nos últimos anos, em parte devido a políticas que favoreceram a concentração da riqueza.

Segundo Lula, o neoliberalismo contribuiu para aprofundar as desigualdades econômicas e as crises políticas que afetam atualmente numerosas democracias em todo o mundo.

Financiamento climático insuficiente

O líder progressista também alertou sobre a insuficiência dos recursos destinados ao desenvolvimento sustentável e à luta contra as mudanças climáticas. Para acelerar a implementação do Acordo de Paris, Lula propôs elevar o financiamento climático até pelo menos 1,3 trilhão de dólares anuais.

Dado chave: A ajuda internacional para o desenvolvimento caiu 23% no ano passado, segundo denunciou Lula, enquanto organismos como o Programa Mundial de Alimentos (PMA), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e UNICEF sofrem cortes significativos.

O gasto militar vs. o desenvolvimento

Lula lembrou que o gasto militar mundial gira em torno de 3 trilhões de dólares ao ano, enquanto os conflitos armados desviam recursos e atenção da agenda de desenvolvimento global.

"Os desafios se multiplicam, mas a solidariedade internacional se reduz", lamentou o presidente brasileiro em sua intervenção.

Contexto do G7 2026
  • Sede: Évian-les-Bains, França
  • Datas: 15-17 de junho de 2026
  • Participantes: Líderes das 7 maiores economias democráticas
  • Temas-chave: Conflito EUA-Irã, guerra Rússia-Ucrânia, mudanças climáticas
Estados Unidos e Brasil

O contexto do discurso se dá após a decisão dos Estados Unidos de incluir o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), as duas maiores organizações criminosas do Brasil, em sua lista de grupos terroristas estrangeiros.

Lula advertiu que a cooperação contra o crime organizado "deve levar em conta o respeito à soberania dos Estados".

Propostas brasileiras para o sistema financeiro internacional

O mandatário defendeu reformas estruturais no sistema financeiro internacional para evitar que os países em desenvolvimento tenham que escolher entre pagar suas dívidas externas ou financiar necessidades básicas de suas populações.

Entre as iniciativas impulsionadas pelo Brasil, Lula mencionou:

  • Fundo para financiar florestas tropicais: Proteção de ecossistemas-chave como a Amazônia
  • Aliança Global contra a Fome e a Pobreza: Compartilhar experiências e promover políticas públicas para reduzir desigualdades

A cúpula do G7 em Évian também foi palco de anúncios importantes como o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, assinado em 19 de junho de 2026, e discussões sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia.

Fonte: Presidência do Brasil / Agência EFE / Infobae
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A Coluna de Alfredo Alfredo S. Quiroga

Alfredo S. Quiroga