18/06/2026 03:15 - Actualidad
Ilustración detallada de un roedor tipo rata vizcacha con pelaje suave marrón y blanco, cola larga, sobre un fondo de rocas y plantas bromelias en un ambiente serrano de Córdoba.
A biodiversidade argentina continua surpreendendo o mundo. Uma equipe de pesquisadores do CONICET (Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas, equivalente argentino do CNPq brasileiro) e do Museu Argentino de Ciências Naturais "Bernardino Rivadavia" confirmou a descoberta de uma nova espécie de roedor nas serras de Córdoba, batizada como Apnotomys conicetorum.
O achado ocorreu no Parque Nacional Traslasierra, uma área protegida criada em 2018 na região oeste da província de Córdoba, especificamente na zona de Guasapampa. A descoberta foi publicada em 17 de junho de 2026. Este mamífero, conhecido popularmente como rata vizcacha de Guasapampa, era desconhecido para a ciência até agora.
A vizcacha (ou viscacha, em português) é um tipo de roedor sul-americano da família Chinchillidae, aparentado com as chinchilas. O termo "rata vizcacha" é usado popularmente na Argentina para designar roedores com aparência semelhante, embora a nova espécie pertença à família Octodontidae, que inclui os tuco-tucos, roedores típico do Cone Sul.
O roedor habita um ambiente particular: encostas rochosas cobertas de bromélias, plantas tropicais que são fundamentais tanto para sua alimentação quanto para seu refúgio. Após realizar estudos genéticos e anatômicos detalhados, os cientistas determinaram que as diferenças deste animal são tão marcantes que justificaram a criação de um novo gênero dentro da família Octodontidae.
| Aspecto: | Pelagem abundante com coloração dorsal marrom-acinzentada e ventre esbranquiçado. |
| Características: | Cauda longa, crânio robusto e focinho curto. |
| Habilidade: | Grande capacidade para se deslocar entre rochas. |
| Alimentação: | Vinculada a plantas do ambiente, principalmente bromélias. |
| Classificação: | Novo gênero dentro da família Octodontidae. |
A escolha do nome científico, Apnotomys conicetorum, é uma homenagem ao trabalho da Administração de Parques Nacionais (o órgão argentino equivalente ao ICMBio brasileiro) e do CONICET na preservação de ecossistemas. Os pesquisadores enfatizaram que esta descoberta demonstra que ainda existem "riquezas ocultas" nas zonas menos exploradas do país.
O achado reforça a necessidade de proteger os bosques nativos e as áreas serranas. A identificação de novas espécies é fundamental para entender a biodiversidade e garantir sua preservação antes que se percam pela degradação ambiental. A Argentina possui um dos maiores sistemas de parques nacionais da América do Sul, com mais de 40 áreas protegidas.
O CONICET (Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas) é a principal agência de fomento à pesquisa científica da Argentina, similar ao CNPq no Brasil. Fundado em 1958, emprega milhares de pesquisadores e é reconhecido internacionalmente por suas contribuições em diversas áreas do conhecimento, especialmente em biologia e paleontologia.
Alfredo S. Quiroga