20/06/2026 06:17 - Internacionales
Dos figuras políticas enfrentadas en un entorno diplomático internacional, una de ellas mujer con expresión firme y decidida, simbolizando la tensión entre Italia y Estados Unidos
A relação diplomática entre Itália e Estados Unidos sofreu um duro golpe após as declarações do presidente Donald Trump em uma entrevista com a cadeia italiana La7, onde afirmou que a primeira-ministra Giorgia Meloni teria "implorado" por uma foto durante a recente cúpula do G7 em Evian-les-Bains, França.
Trump indicou que não estava obrigado a aceitar, mas que sentiu "pena" dela e concordou. No entanto, a versão de Meloni foi radicalmente diferente e sua resposta não se fez esperar.
A primeira-ministra italiana publicou um vídeo em suas redes sociais onde qualificou as declarações de Trump como "completamente inventadas" e expressou sua comoção pelo comportamento do mandatário norte-americano.
"Não sei por que o presidente dos Estados Unidos se comporta assim com seus próprios aliados. Afinal, não é a primeira vez que isso acontece. Só posso dizer que é uma pena que não mostre a mesma determinação frente aos inimigos do Ocidente... Itália e eu não imploramos."
Meloni explicou que respondia imediatamente porque "certas coisas merecem uma resposta imediata", mostrando a gravidade que seu governo atribui ao incidente.
A relação entre Trump e Meloni se deteriorou por múltiplas diferenças:
A Itália é o terceiro parceiro comercial dos Estados Unidos na União Europeia, o que adiciona peso econômico a esta disputa diplomática.
Uma análise de Daniel Dale para CNN assinala que Trump tem um histórico de anos contando histórias falsas ou muito questionáveis sobre pessoas que supostamente lhe "suplicam" coisas. Esta tática aparece especialmente quando alguém que antes o apoiava depois o critica.
O analista Orin Kerr, professor da Faculdade de Direito de Stanford, explicou há anos: "No mundo de Trump, todo aquele que se volta contra ele em algum momento lhe pediu um favor e foi rejeitado, fazendo com que Trump seja o macho alfa no final".
Exemplos anteriores documentados incluem contradições com figuras como James Comey (ex-diretor do FBI), o senador Bob Corker e o apresentador John Oliver, que desmentiram versões de Trump com provas documentais.
O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, expressou sua solidariedade com Meloni desde a Espanha, em uma mostra do impacto que o incidente teve na comunidade internacional.
Meloni assistiu à posse de Trump em 2025 e se reuniu com ele em Mar-a-Lago, o que fazia presumir uma relação mais próxima entre ambos os líderes conservadores.
Alfredo S. Quiroga