01/07/2026 15:52 - Entretenimiento
As missas ricoteiras se converteram em um fenômeno cultural único na Argentina: shows multitudinários onde Indio Solari congrega centenas de milhares de fãs em estádios e espaços abertos. Mas por trás dessa magia cênica existe uma realidade que poucos conhecem, e agora seu ex-guarda-costas decide contá-la.
O relato revela um artista que, longe da imagem de líder carismático que projeta no palco, vive momentos de solidão extrema em camarins vazios, rodeado apenas de sua equipe de segurança e poucos colaboradores de confiança.
Ao contrário do que muitos imaginam, Indio não recebe visitas em seu camarim antes dos shows. Não há familiares, amigos íntimos nem colegas músicos compartilhando os momentos previos. Só está ele, seus pensamentos e o silêncio.
O guarda-costas descreve momentos onde o artista permanece absolutamente só, preparando-se mentalmente para enfrentar as multidões que o esperam lá fora. Uma imagem que contrasta fortemente com a euforia coletiva que gera cada uma de suas apresentações.
O termo miserias não se refere a falhas morais, mas sim às dificuldades cotidianas que enfrenta um artista de sua envergadura: exigências perfeccionistas, desconfiança e a carga de manter vivo o legado de Patricio Rey y los Redondos.
O guarda-costas revela também aspectos de seu trabalho: a tensão de controlar milhares de pessoas, os momentos de perigo real e como se constrói o cerco de segurança ao redor de uma figura que gera devoção quase religiosa.
Para entender este fenômeno, é preciso conhecer Indio Solari, um dos músicos mais influentes do rock argentino. Ele foi vocalista e líder da banda Patricio Rey y sus Redonditos de Ricota, conhecida carinhosamente como Los Redondos, um grupo cult que marcou gerações na Argentina desde os anos 80.
O termo missa ricoteira se usa popularmente para descrever os concertos de Indio Solari. A palavra missa alude à carga quase religiosa que têm esses eventos para os fãs, onde as canções se transformam em hinos coletivos. O termo ricoteiro nasceu nos anos 90 como forma autodenominativa dos seguidores da banda.
Estes shows convocavam historicamente dezenas de milhares de pessoas, gerando um fenômeno de adesão popular poucas vezes visto no rock argentino, comparável apenas aos grandes shows internacionais.
A entrevista representa uma oportunidade única para entender a dimensão humana por trás do mito. Indio Solari, um dos artistas mais influentes do rock argentino, segue sendo um enigma para muitos. Seu ex-guarda-costas oferece uma perspectiva que humaniza a lenda, mostrando que atrás de cada ídolo existe uma pessoa com suas próprias batalhas e solidões.
Fonte: Infobae
Alfredo S. Quiroga