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Venezuela enfrenta tragedia histórica: mais de 1.900 mortos e milhares de desaparecidos após terremotos devastadores

01/07/2026 21:10 - Internacionales

Uma tragédia sem precedentes na América do Sul

A Venezuela, país localizado no norte da América do Sul e que faz fronteira com o Brasil, enfrenta uma crise humanitária de dimensões extraordinárias. Para contextualizar: a Venezuela é um país de aproximadamente 28 milhões de habitantes, conhecida por suas reservas de petróleo e por atravessar uma grave crise política e econômica nos últimos anos.

No dia 24 de junho de 2026, dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram o país. O epicentro foi localizado próximo a Morón, cidade industrial a aproximadamente 170 quilômetros a oeste de Caracas (a capital venezuelana, com cerca de 3 milhões de habitantes).

Segundo o balanço oficial atualizado em 30 de junho de 2026:

  • 1.943 mortos confirmados
  • Mais de 10.500 feridos
  • 15.866 desabrigados
  • Entre 50.000 e 70.000 desaparecidos segundo estimativas de organismos internacionais

Zonas mais afetadas

La Guaira (antiga Vargas) é a região mais devastada. Para quem não conhece, La Guaira é um estado costeiro localizado ao norte de Caracas, separado da capital por montanhas. É por onde passa a principal rota de acesso ao litoral venezuelano.

Um estudo satelital preliminar da NASA estima que 58.870 edificações foram danificadas ou destruídas. As imagens do satélite Sentinel-1 revelam danos desde Caracas até Puerto Cabello (principal porto naval venezuelano).

LocalidadeEdifícios danificados
La Guaira774 edifícios
CaracasDanos significativos
Puerto CabelloDanos severos

O Aeroporto Simón Bolívar, principal terminal internacional do país (localizado em Maiquetía), sofreu danos severos que complicam a chegada de ajuda humanitária.

Resgates miraculosos

Apesar do tempo decorrido, os times de resgate continuam encontrando sobreviventes sob os escombros:

  • Criança de 3 anos resgatada após 140 horas por uma equipe da Jordânia em La Guaira
  • Pai e filho resgatados após 4 dias por equipes internacionais
  • Bebê de 18 dias e sua mãe encontrados vivos após 32 horas
  • Mulher de 60 anos resgatada após 86 horas
  • Aarón Levi Cantillo resgatado após 106 horas

Mobilização internacional

A comunidade internacional mobilizou uma resposta sem precedentes:

Recursos humanos

  • 27 países enviaram ajuda humanitária
  • Mais de 3.300 socorristas especializados
  • 200 cães de busca treinados
  • Argentina vizinho do sul, enviou 64 efetivos militares

Aportes financeiros e materiais

  • Estados Unidos doou 300 milhões de dólares
  • UNICEF enviou 47 toneladas de suprimentos
  • Papa Leão XIV doou 100.000 euros
  • China doou 100 milhões de yuanes

Contexto político e humanitário

María Corina Machado, líder opositora venezuelana e Prêmio Nobel da Paz 2025, afirmou desde o Panamá que está disposta a "fazer o necessário" para retornar à Venezuela e ajudar as vítimas. Machado está no exílio desde finais de 2025.

Contexto para estrangeiros: A Venezuela vive uma crise política desde 2013, com disputas entre o governo chavista e a oposição. Machado, líder do partido Vente Venezuela, se tornou figura central da oposição e recebeu o Nobel da Paz em 2025.

O fechamento do espaço aéreo pelo governo de transição de Delcy Rodríguez impede seu retorno. Funcionários dos EUA classificaram suas solicitações como "manobra política", segundo reportagens.

Yaya Peñaloza, argentina de origem venezuelana, busca seu pai desaparecido após o colapso do edifício La Gabarra. Moradores denunciam escassez de maquinaria pesada e desinformação.

Fontes: NASA, ONU, Cruz Vermelha Internacional, UNICEF, governo da Venezuela, organismos internacionais de ajuda humanitária.

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A Coluna de Alfredo Alfredo S. Quiroga

Alfredo S. Quiroga