03/07/2026 09:31 - Internacionales
A solidariedade internacional brilha em meio à tragédia, com hospitais de campanha e equipes médicas chegando às zonas mais afetadas da Venezuela.
De acordo com informações do jornal argentino Clarín e da emissora Cadena 3, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta sexta-feira, 3 de julho de 2026 que o número total de vítimas pelos terremotos ocorridos em 24 de junho poderá aumentar de forma considerável. Isso é previsto assim que terminarem as operações de busca e resgate e começarem as tarefas de recuperação no país caribenho. Para entender a dimensão, a Venezuela é uma nação situada no norte da América do Sul, com costa no Mar do Caribe, que enfrenta uma complexa situação econômica e social há anos.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, explicou que o impacto sobre os serviços de saúde e o pessoal sanitário é agravado por anos de falta de investimento e crise financeira, fatores que provocaram a emigração de milhares de trabalhadores da saúde. Antes do desastre, muitos hospitais já enfrentavam graves carências, com até 37% dos medicamentos essenciais em falta.
O governo da presidenta interina, Delcy Rodríguez, atualizou as cifras oficiais, reportando 2.595 falecidos e 12.400 feridos pelos tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 cujo epicentro foi perto de Morón (uma importante cidade industrial no centro do país). A OMS destinou 1,5 milhões de dólares de seu Fundo para Contingências de Emergência e enviou mais de seis toneladas de suprimentos médicos, aos quais se somarão outras 28 toneladas nos próximos dias.
Atualmente, há sete equipes médicas operativas nas zonas afetadas e uma dezena de hospitais de campanha foram instalados em La Guaira (o principal porto e via de acesso ao país, no litoral) e em Caracas (a capital nacional). As autoridades venezuelanas solicitaram formalmente a ativação do mecanismo internacional de equipes médicas de emergência e decretaram sete dias de luto nacional.
Os terremotos deixaram, segundo estimativas da ONU, entre 40.000 e 70.000 desaparecidos e cerca de 16.000 pessoas sem lar. A NASA documentou que 58.870 edifícios sofreram danos. Em meio a esta situação devastadora, histórias de esperança surgem: o resgate de pessoas como Hernán Gil, que sobreviveu 114 horas sob os escombros graças ao esforço conjunto de socorristas de sete países.
A comunidade global continua demonstrando seu compromisso. 27 países enviaram ajuda com mais de 3.300 socorristas e 2.000 toneladas de suprimentos. Os Estados Unidos doaram 300 milhões de dólares e destacaram 2.000 efetivos, confirmando que a infraestrutura petrolífera (principal fonte de renda do país) não sofreu danos. O mundo inteiro se mantém unido apoiando a Venezuela nestes momentos difíceis, demonstrando que a humanidade prevalece diante de qualquer adversidade.
Alfredo S. Quiroga