09/07/2026 06:05 - Internacionales
Segundo informou o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), em 8 de julho de 2026, foi realizada uma nova rodada de ataques contra o Irã. Os bombardeios atingiram aproximadamente 90 alvos militares iranianos, incluindo sistemas de defesa antiaérea, depósitos de mísseis, drones e embarcações leves da Guarda Revolucionária. A imprensa estatal do Irã, através da agência IRNA, relatou que pelo menos 8 efetivos das forças armadas perderam a vida nos ataques, os quais foram sentidos em cidades portuárias como Bandar Abbas, Konarak e Chabahar.
Desde a 36ª cúpula da OTAN em Ancara, Turquia, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que a trégua 'terminou' e responsabilizou Teerã pela agressão ao transporte comercial. 'Esta noite vamos bater duro', advertiu o mandatário, embora posteriormente tenha assinalado que esperava que os confrontos cessassem em breve e deixou a porta aberta para novas conversações. Diante da escalada, o secretário-geral da ONU, António Guterres, junto a mediadores como Catar e Paquistão, urgiram a tomar medidas imediatas para desescalar e retomar o diálogo.
A resposta dos Guardiões da Revolución não se fez esperar, relatando ataques contra instalações militares dos EUA no Kuwait e no Bahrein. A Organização Marítima Internacional (OMI) alertou que há cerca de 6.000 marinheiros bloqueados no Golfo devido ao conflito. Esta incerteza geopolítica provocou um salto nos preços do petróleo: o barril de Brent do mar do Norte subiu 5,21% para 78,02 dólares, chegando inclusive a superar a barreira de 80 dólares durante a sessão de quarta-feira.
Apesar da crescente tensão, a comunidade internacional mantém viva a esperança de uma saída diplomática. Países como Catar e Paquistão continuam trabalhando intensamente como mediadores para restaurar a paz e garantir a liberdade de navegação em uma região chave para o comércio mundial.
Fontes: Infobae e Deutsche Welle.
Alfredo S. Quiroga