10/07/2026 09:14 - Politica
Segundo informou La Política Online, nesta quarta-feira 8 de julho de 2026, a senadora Patricia Bullrich gerou um debate ao rejeitar a implementação de colectoras no sistema eleitoral argentino. As colectoras são listas de candidatos de diferentes partidos que compartilham o mesmo candidato principal para acumular votos, uma prática comum na Argentina. Embora a política tenha se mostrado a favor de suspender as PASO (Primárias Abertas, Simultâneas e Obrigatórias) argumentando a economia de recursos, alertou que as colectoras deformam o sistema eleitoral, marcando uma diferença com a estratégia que o governo nacional impulsiona.
O oficialismo, liderado pelo presidente Javier Milei e pelo chefe de Gabinete, Diego Santilli (em funções desde 30 de junho de 2026), busca aplainar o caminho para a reeleição mediante um acordo com os governadores. A estratégia contempla a eliminação das PASO e o uso de colectoras para somar apoio nas províncias. No entanto, a postura de Bullrich busca defender o que ela considera sua base eleitoral republicana, demonstrando a vitalidade e pluralidade do debate democrático interno.
Estou a favor de suspender as PASO pelo gasto, mas rejeito implementar as colectoras porque isso é deformar o sistema eleitoral, expressou a senadora ao ingressar no Senado, segundo detalharam meios da época.
Em paralelo às negociações políticas, o governo avança com seu plano de estabilidade econômica. O ministro da Economia, Luis Caputo, apresentou o plano financeiro 2026/2027 que projeta um excedente de US$ 3,7 bilhões para 2026. Este cenário tem sido recebido com otimismo pelo mercado e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que projeta um crescimento de 3,5% para este ano.
Para cobrir vencimentos de bônus por US$ 4,3 bilhões, o Banco Central da República Argentina (BCRA) gerenciou empréstimos por US$ 3,2 bilhões com bancos internacionais (BBVA, Santander, Deutsche Bank), garantidos pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e BIRF. As reservas caíram para US$ 48,722 milhões, um nível saudável que mantém a estabilidade cambial.
O debate eleitoral e a solidez do plano financeiro demonstram um país em movimento, buscando consensos para fortalecer suas instituições e consolidar o ordenamento macroeconômico de cara aos próximos desafios.
Alfredo S. Quiroga