12/07/2026 10:05 - Economia
Segundo um relatório do iProfesional de 11 de julho de 2026, a economia argentina mostra sinais de força com reservas em ascensão e um campo agrícola que especula com melhores preços internacionais.
O Banco Central da República Argentina (BCRA) conseguiu posicionar as reservas em USD 48.722 milhões após pagar a amortização e os juros da dívida soberana. O plano financeiro destaca-se como um grande acerto: em 123 dias de 2026, o BCRA comprou USD 11.440 milhões (em abril comprou USD 2.769 milhões; em maio, USD 2.596 milhões; em junho, USD 1.418 milhões; e nos primeiros 8 dias de julho, USD 337 milhões). A meta autoimposta é de USD 17.000 milhões, então faltariam adquirir cerca de USD 5.560 milhões até o final do ano, uma cifra muito alcançável de USD 927 milhões mensais.
O setor agroexportador (principal motor da economia argentina) mantém uma estratégia de espera que poderia trazer excelentes notícias para a liquidação no segundo semestre. Faltam liquidar USD 37.108 milhões entre trigo (USD 3.464 milhões), milho (USD 10.597 milhões) e soja (USD 23.048 milhões). Os produtores observam o clima do hemisfério norte e o atraso cambial: no primeiro semestre, o dólar subiu 1,7%, frente a uma inflação de 14,7%. Além disso, o diesel (gasoil), essencial para o transporte de grãos, passou de ARS 1.538 para ARS 2.115 por litro, um aumento de 37,5%.
A pecuária também mostra um cenário dinâmico. Com a retenção de matrizes, projeta-se firmeza no preço da carne para setembro. Hoje, o quilo de bezerro (ternero, na linguagem local) situa-se em USD 4,0, um recorde histórico que reflete o potencial exportador do setor.
Para os poupadores que buscam rentabilidade, na segunda-feira, 15 de julho de 2026, será oferecido um novo instrumento estrela: o título AO29. Este título vence em outubro de 2029 e paga uma renda mensal de 0,5% (uma taxa anual de 6,0%). Estima-se que sairá a 95% do seu valor nominal, o que resultaria em uma Taxa Interna de Retorno (TIR) muito atraente de 8,5% ao ano. Uma oportunidade ideal para se dolarizar com rendimentos sólidos!
O especialista Salvador Di Stéfano recomenda moderar a agressividade nas apostas, desalavancar e realizar lucros de forma ativa. Com o risco-país em queda (o título GD35 rende 8,3% ao ano e o AL35 9%), se os títulos sob lei estrangeira caírem abaixo de 8,0%, o Governo poderia realizar uma emissão de dívida no exterior, trazendo muito mais previsibilidade. Este cenário positivo prenuncia a chegada da hora das ações, onde a avaliação das empresas locais tenderia a subir significativamente.
Você pode consultar a nota original no iProfesional para mais detalhes do mercado.
Alfredo S. Quiroga