14/07/2026 16:11 - Internacionales
Com a esperança de que se faça justiça e os direitos humanos sejam respeitados, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou em 13 de julho de 2026 que seu governo exigirá a apresentação de denúncias penais nos Estados Unidos pela morte de 17 migrantes mexicanos durante as recentes políticas migratórias. Entre as vítimas, destaca-se Lorenzo Salgado Araujo, um construtor de 52 anos morto por agentes do ICE em Houston.
Lorenzo Salgado Araujo, que vivia nos EUA há quase 35 anos e não tinha antecedentes criminais, foi privado de sua vida em 7 de julho de 2026 enquanto se dirigia ao trabalho em Houston. Segundo o DHS (Departamento de Segurança Interna dos EUA, responsável pela segurança pública), Salgado Araujo usou seu veículo para tentar atropelar um oficial do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas, a agência federal que fiscaliza as leis de imigração americanas).
Os três homens que acompanhavam Lorenzo na caminhonete desmentiram a versão oficial, trazendo esperança para esclarecer o caso. Eles indicaram que ele foi ferido por um tiro disparado pela janela do passageiro e que o oficial não estava em perigo. Sua família afirmou que Lorenzo estava prestes a obter seu status legal e sabia como agir diante de uma fiscalização migratória, demonstrando sua intenção de fazer as coisas da maneira correta.
A comunidade demonstrou grande apoio. O deputado Christian Menefee expressou durante uma vigília em 11 de julho de 2026 que buscarão uma investigação independente para honrar sua memória.
Sheinbaum classificou o fato como um caso que gera indignação, mas focou sua mensagem na busca de soluções e justiça através dos canais legais. Não podemos simplesmente continuar com notas diplomáticas que não têm dado resultados, declarou. O pedido será apresentado às procuradorias estaduais e ao Departamento de Justiça dos EUA para impulsionar acusações criminais, abrindo uma porta para a transparência e a responsabilização.
As relações entre os dois países atravessam um momento de definições. Em abril de 2026, foram relatadas operações da CIA no México sem autorização. Além disso, os EUA acusaram o governador de Sinaloa (um estado no noroeste do México), Rubén Rocha Moya, por supostos vínculos com o cartel local. No entanto, o México se recusou a entregá-lo por falta de provas, priorizando a soberania nacional e o diálogo diplomático.
Fonte: The Guardian
Alfredo S. Quiroga