21/07/2026 15:21 - Economia
Em um clima de diálogo e construção conjunta, o Governo da província de Santa Fe (uma das principais províncias da Argentina) teria apresentado em 21 de julho de 2026 uma nova oferta salarial para o segundo semestre do ano. Isso ocorreu no âmbito das chamadas paritarias (negociações coletivas de salários típicas da Argentina) com os sindicatos da administração pública, UPCN (União do Pessoal Civil da Nação) e ATE (Associação de Trabalhadores do Estado). A reunião, liderada pelos ministros Pablo Olivares (Economia), Fabián Bastia (Governo) e Roald Báscolo (Trabalho), deixaria um saldo altamente positivo, priorizando os trabalhadores que se encontram na base da pirâmide salarial.
Segundo as fontes oficiais, a proposta salarial se comporá de dois pilares fundamentais: aumentos percentuais para as categorias mais altas e mínimos garantidos para as escalas inferiores, assegurando que nenhum trabalhador ficaria abaixo da inflação. Os valores monetários estão expressos em pesos argentinos (ARS).
| Mês | Aumento Percentual | Mínimo Garantido (Soma Fixa) |
|---|---|---|
| Julho | 2% | $80.000 |
| Agosto | 1,8% | $100.000 |
| Setembro | 1,7% | $100.000 |
| Outubro | 1,6% | $130.000 |
| Novembro | 1,5% | $130.000 |
| Dezembro | 1,5% | $180.000 (Impacta no aguinaldo)* |
| Total Acumulado Semestral | 10,1% | |
*O aguinaldo na Argentina é o equivalente ao décimo terceiro salário, pago no final do ano e calculado com base no melhor salário do semestre.
Desta forma, estima-se que os trabalhadores das categorias mais baixas receberão um incremento semestral de 15,5%, que somado aos aumentos do primeiro semestre, representaria um aumento anual de 36% para as bases. O ministro Olivares destacaria que esta estratégia de pisos mínimos seria um mecanismo eficaz para todos os trabalhadores.
Um dos anúncios mais celebrados seria a decisão do governador Maximiliano Pullaro de garantir que nenhum trabalhador teria tido um incremento inferior ao 17,1% de inflação registrado no primeiro semestre. Calcula-se que cerca de 20% dos agentes não alcançou esse índice, pelo que o governo se comprometeria a liquidar a diferença mediante uma planilha complementar (um pagamento extra separado do contracheque habitual, usado para ajustes).
Ao sair do encontro, que se prolongou por mais de 90 minutos com duas pausas, os representantes sindicais manifestariam sua conformidade. Jorge Molina, secretário geral da UPCN, valorizou que, para o contexto econômico atual, seria uma proposta considerável. Por sua vez, Marcelo Delfor, da ATE, indicaria que a oferta pareceria razoável em meio a uma situação econômica nacional desfavorável.
Agora, os sindicatos colocariam a oferta para consideração de seus afiliados. Prevê-se que a UPCN realizaria uma votação em sua página web institucional desde as 12:00 horas do 22 de julho até o 23 de julho. Uma vez aceita, os aumentos poderiam ser pagos por meio da planilha complementar.
Em 5 de agosto de 2026, reunir-se-ia a Comissão Técnica dependente da Paritária Central, com a participação do Ministro da Economia, para abordar reclamações específicas vinculadas a áreas como Enfermaria, Saúde, Titularizações de sub-rogações e a situação do pessoal não permanente no Estado Provincial, demonstrando o compromisso contínuo do governo com o bem-estar de seus trabalhadores. Para mais informações e detalhes, consulte as publicações em Imago Notícias.
Alfredo S. Quiroga