22/07/2026 04:26 - Actualidad
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria considerando o titular da FIFA, Gianni Infantino, de 56 anos, como possível sucessor do português António Guterres à frente da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo informou o New York Post citando fontes próximas ao mandatário, Trump considera que o dirigente ítalo-suíço é uma pessoa respeitada por todos no mundo e tem uma habilidade especial para unir as pessoas.
O vínculo entre ambos se consolidou fortemente durante a organização da Copa do Mundo de 2026, onde compartilharam numerosos atos. De fato, Trump recebeu o primeiro Prêmio da Paz da FIFA em dezembro e ambos estiveram juntos durante a final do torneio em Nova Jersey no dia 19 de julho de 2026.
Para que Infantino possa assumir o cargo, que deixará vago Guterres no final de dezembro de 2026, é necessário um processo complexo. Primeiro, ele deve obter o apoio do Conselho de Segurança, onde os cinco membros permanentes (Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido) têm poder de veto. Em seguida, a candidatura deve ser aprovada pela Assembleia Geral, integrada por 193 países.
O enviado especial norte-americano para associações globais, Paolo Zampolli, respaldou a ideia assinalando que Infantino faria um ótimo trabalho porque sabe administrar os 211 membros da FIFA, uma habilidade transferível para os 193 Estados da ONU.
A eventual candidatura de Infantino alteraria o cenário internacional, já que se esperava que o próximo líder da ONU viesse da América Latina e do Caribe. Atualmente, entre os aspirantes figuram personalidades de grande peso:
No entanto, se aceitar, Infantino enfrentaria uma importante redução salarial: enquanto como presidente da FIFA ele percebe aproximadamente US$ 6 milhões anuais, o salário do Secretário-Geral da ONU gira em torno de US$ 418.000 dólares. Além disso, o suíço já anunciou que buscará sua reeleição na FIFA durante o 77º Congresso que se celebrará no Marrocos no dia 18 de março de 2027, segundo dados da AS e Infobae.
A Copa do Mundo de 2026 não deixou apenas um campeão (Espanha), mas parece ter tecido alianças que transcendem o gramado e cruzam para a mais alta política e diplomacia global.
Alfredo S. Quiroga