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Fraternidade como escudo: líderes religiosos defendem a Argentina #mundial-2026

22/07/2026 21:29 - Sociales

Uma mensagem de unidade e esperança

Em um mundo frequentemente dividido pelas redes sociais, a Argentina demonstra novamente que sua maior riqueza é seu povo. Após a final da Copa do Mundo de Futebol de 2026, onde a Seleção Argentina perdeu para a Espanha em 19 de julho de 2026, viralizou uma onda de críticas internacionais acusando o país de racista e xenofóbico.

Diante desse cenário, o Instituto do Diálogo Interreligioso (IDI) levantou sua voz com uma mensagem profundamente positiva. Através de uma declaração pública, três referências das comunidades judaica, cristã e muçulmana uniram forças para mostrar o verdadeiro rosto do país.

Padre Guillermo Marcó

Sacerdote e referência cristã

Omar Abboud

Líder islâmico

Rabino Daniel Goldman

Referência da comunidade judaica

A experiência de mais de 25 anos de convivência

O documento não nasce de uma reação política, mas sim de uma experiência concreta de encontro e cooperação acumulada por mais de duas décadas. Como os signatários apontam, 'afirmar que a Argentina é um país racista é desconhecer absolutamente nossa história e idiossincrasia'.

'Milhões de pessoas vieram e se estabeleceram em nossa nação, formaram famílias, se educaram gratuitamente, foram curadas em nossos hospitais e viajaram por nosso país com o único requisito de respeitar nossa Constituição.'

Trecho da declaração do IDI

A fraternidade como traço genuíno

Inspirados pelos ensinamentos do Papa Francisco e sua encíclica Fratelli tutti, os líderes religiosos lembraram que 'a fraternidade tem algo positivo a oferecer à liberdade e à igualdade'. O texto rejeita qualquer forma de discriminação, seja antissemitismo, islamofobia, cristianofobia ou xenofobia, e adverte que as generalizações não favorecem a compreensão entre os povos.

Em tempos em que os algoritmos amplificam a raiva, o IDI propõe o diálogo como ferramenta concreta para superar preconceitos. 'O caminho para entender um país nunca é a estigmatização, mas o encontro', conclui a declaração, reafirmando que a fraternidade e a solidariedade são valores profundamente enraizados na sociedade argentina.

Fontes consultadas

Notícias de Hoje
A Coluna de Alfredo Alfredo S. Quiroga

Alfredo S. Quiroga