21/06/2026 22:27 - Actualidad
Ilustración médica de neuronas y conexiones neuronales brillantes en tonos azules y violetas sobre fondo limpio, representando el sistema nervioso y la esperanza en los avances científicos para la ELA
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) — conhecida em português também como doença de Lou Gehrig — é uma doença neurodegenerativa rara que provoca a perda progressiva dos neurônios motores, tanto no cérebro como na medula espinhal. Atinge entre 1 e 3 pessoas a cada 100.000 habitantes em todo o mundo.
Esta patologia enfraquece os músculos de forma progressiva e pode levar eventualmente à paralisia, afetando tanto os membros superiores e inferiores como os músculos responsáveis pela deglutição e fonação. Na Argentina, a conscientização sobre esta doença tem crescido nos últimos anos.
Para entender a dimensão desta doença no país sul-americano, apresentamos os dados mais recentes:
| Dado | Cifra |
|---|---|
| Novos casos anuais | 900 a 1.000 |
| Total de pessoas com ELA | 3.000 a 3.300 |
| Idade mais afetada | Maiores de 40 anos |
| Faixa de maior incidência | 50 a 70 anos |
| Prevalência por gênero | Mais comum em homens |
A Argentina, com uma população de aproximadamente 46 milhões de habitantes, conta com centros especializados em Buenos Aires e outras grandes cidades para o atendimento destes pacientes.
O Dr. Ricardo Reisin, consultor do Serviço de Neurologia do Hospital Britânico de Buenos Aires — uma das instituições médicas mais tradicionais da Argentina — explicou que, embora não exista uma cura definitiva, os avanços na investigação são alentadores.
Na Argentina, os medicamentos aprovados para tratar a ELA são:
Retarda a progressão da doença, sendo o tratamento padrão há mais de duas décadas.
Oferece benefícios parciais em alguns pacientes, especialmente nos estágios iniciais.
Além disso, a FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) aprovou o uso de Tofersen para pacientes com ELA e variante patogênica do gene SOD1. Isto representa um avanço significativo para um subgrupo específico de pacientes com a forma genética da doença.
O diagnóstico da ELA é principalmente clínico, embora o estudo eletromiográfico também seja útil. Não existe uma análise ou exame de imagem que possa estabelecê-lo por si só.
O Dr. Reisin enfatizou que a detecção precoce permite:
Iniciar tratamento precoce
Plano de reabilitação motora
Apoio fonoaudiológico
Tratamento pneumológico
A ELA caracteriza-se por fraqueza muscular progressiva que pode evoluir para a paralisia. Nas etapas avançadas, os pacientes podem apresentar:
Aproximadamente 10% dos pacientes têm uma forma familiar da doença (hereditária), enquanto 90% é esporádica. Os avanços em genética permitiram identificar que até 50% dos pacientes podem ter deterioro cognitivo associado à ELA.
O Dr. Reisin assinalou que "se multiplicaram as drogas em processo de investigação em ensaios clínicos para provar sua eficácia e segurança em ELA, o que permite ser cautamente otimista na busca de tratamentos mais efetivos para combater a doença".
Os investigadores continuam trabalhando em novas opções terapêuticas que poderiam melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias. Na Argentina, hospitais como o Hospital Britânico de Buenos Aires e o Hospital Italiano são referências no tratamento desta patologia.
Alfredo S. Quiroga