25/06/2026 19:50 - Deportes
Mauricio Pochettino surpreendeu com declarações sinceras sobre sua chegada à seleção dos Estados Unidos. O treinador argentino, que conduziu a equipe norte-americana a se tornar uma das revelações da Copa do Mundo de 2026, reconheceu que o começo foi muito mais complicado do que imaginavam.
O técnico de 54 anos não escondeu que a realidade encontrada ao assumir o cargo estava distante de suas expectativas iniciais. "Fomos ingênuos ao assinar o contrato. Subestimamos a situação. O que encontramos foi pior do que esperávamos", afirmou Pochettino em entrevista coletiva.
O argentino confirmou um rumor que circulava há tempos sobre a falta de compromisso de alguns jogadores com a seleção. "Acreditávamos que as pessoas estariam desesperadas para ajudar, que todos se envolveriam para jogar na seleção. Foi o contrário", assinalou surpreso.
"Recebemos um grande golpe de realidade. Dissemos: 'Que diabos...?'"
Para quem não conhece, Pochettino é um dos treinadores mais respeitados do mundo. Argentino de 54 anos, teve carreiras destacadas no futebol europeu, comandando clubes como Tottenham Hotspur da Inglaterra, Paris Saint-Germain da França e Espanyol da Espanha. Como jogador, foi zagueiro da seleção argentina e do Newell's Old Boys, entre outros clubes.
Apesar do começo difícil, os Estados Unidos se tornaram uma das sorrisos positivos do torneio. A equipe goleou o Paraguai em sua estreia e mostra um sistema sofisticado com jogadores que compreendem perfeitamente seu papel dentro da estrutura tática.
Pochettino até se mostrou ambicioso ao comparar as possibilidades de sua equipe com o alcançado por Marrocos na Copa do Mundo de 2022, quando os africanos chegaram às semifinais: "Por que não nós?", questionou com otimismo.
Para entender a surpresa de Pochettino, é importante saber que o futebol não é o esporte principal nos Estados Unidos. O basquete, o futebol americano e o beisebol dominam a cena esportiva do país. A MLS (Major League Soccer), liga profissional de futebol, cresceu muito nos últimos anos, mas ainda não está entre as melhores do mundo. A seleção americana masculina, historicamente, não teve o mesmo destaque que a feminina, multicampeã mundial.
O treinador argentino também comentou sobre a possibilidade de continuar à frente da seleção além da Copa: "Se quisermos ficar, temos meses para conversar ou dias ou semanas porque faltam quatro anos para a próxima Copa", explicou.
Entretanto, esclareceu que no momento toda sua energia está focada no torneio: "Não é o momento de se distrair", concluiu.
Os Estados Unidos são um dos três anfitriões do torneio junto com México e Canadá. Esta é a primeira Copa do Mundo com 48 seleções. O país-sede sempre tem vantagem por jogar em casa, e a equipe tem mostrado um desempenho destacado na fase de grupos, gerando expectativas sobre até onde pode chegar na competição.
Alfredo S. Quiroga