07/07/2026 21:50 - Internacionales
Na terça-feira, 7 de julho de 2026, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) para o Oriente Médio informou através da rede social X que realizou uma série de ataques poderosos contra o Irã. A operação foi uma resposta direta aos ataques iranianos contra três navios mercantes que transitavam pelo estratégico Estreito de Ormuz.
O comunicado estadunidense classificou a agressão iraniana como injustificada, perigosa e uma violação flagrante do cessar-fogo alcançado anteriormente entre os dois países. A operação militar busca impor altos custos a Teerã por colocar em risco a navegação internacional.
Para entender a gravidade da situação, é essencial saber que o Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Localizado entre o Irã e o Oman, por ele passa cerca de 20% do petróleo global. Qualquer conflito nesta área gera preocupação imediata nos mercados internacionais, pois afeta diretamente o fornecimento de energia para diversos países, impactando o preço dos combustíveis em escala global.
Segundo a imprensa estatal iraniana, foram ouvidas seis explosões na ilha de Qeshm, sete explosões na cidade de Sirik, e outras detonações na importante cidade portuária de Bandar Abbas.
As autoridades estadunidenses detalharam que o Irã atacou nas últimas horas três embarcações no estreito de Ormuz. Entre os alvos estavam um navio gasheiro de bandeira catariana e um petroleiro saudita. Embora os incidentes tenham causado danos materiais, não foram relatadas vítimas entre as tripulações.
Tanto o Catar quanto a Arábia Saudita responsabilizaram Teerã pelos ataques, denunciando que essas ações colocam em grave risco a segurança da navegação internacional e o fornecimento energético global.
A escalada de tensões levou Washington a dar um passo adiante na pressão econômica. O Departamento do Tesouro dos EUA revogou a Licença Geral X, emitida em 21 de junho de 2026, que havia permitido à República Islâmica produzir, vender e entregar petróleo bruto até 21 de agosto.
Esta licença foi substituída pela X1, eliminando a autorização prévia para tais atividades e estabelecendo um processo de fechamento ordenado para as operações já permitidas. As ações do Irã no estreito foram totalmente inaceitáveis para os Estados Unidos e terão consequências, declarou um funcionário do Tesouro estadunidense à agência AFP.
O conflito direto entre Estados Unidos e Irã começou em 28 de fevereiro de 2026. Em junho, havia sido alcançado um marco de entendimento e cessar-fogo que incluía alívios temporários nas sanções petrolíferas. No entanto, os recentes incidentes no estreito de Ormuz marcam um retrocesso nas relações, ameaçando reavivar o conflito em uma região já de por si instável.
Alfredo S. Quiroga