15/07/2026 03:06 - Internacionales
Os Estados Unidos lançaram uma nova série de ataques contra o Irã na madrugada do dia 14 de julho de 2026, no que representa uma nova escalada no conflito. Apesar de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado que um acordo com Teerã ainda era possível, os bombardeios continuaram.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou que os ataques começaram às 22h45 (horário de Brasília) da segunda-feira, na terceira noite consecutiva de operações. O Centcom informou que a ordem de ataque foi dada diretamente por Trump e que se trata de operações destinadas a impor "um alto custo" a Teerã.
Um ataque atribuído ao Irã contra dois navios petroleiros que transitavam pela rota marítima sul do Estreito de Ormuz causou a morte de um tripulante indiano e ferimentos em seis indianos e dois ucranianos, informou o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos (EAU).
Os petroleiros Mombasa e Al Bahiyah foram atacados por dois mísseis de cruzeiro quando se movimentavam por águas jurisdicionais de Oman. O ataque também causou danos materiais a ambos os navios devido aos incêndios que eclodiram a bordo, os quais foram posteriormente controlados.
Para quem acompanha de fora, o Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais críticas para o comércio mundial de energia. Por esta passagem navegam aproximadamente 20% de todo o petróleo do mundo, conectando os produtores do Golfo Pérsico aos mercados internacionais. Qualquer interrupção nesta via pode provocar aumentos significativos nos preços do barril em nível global.
A nova ofensiva estadunidense ocorre depois que Trump anunciou o restabelecimento do bloqueio naval contra o Irã e garantiu que Washington assumirá o papel de "guardião do Estreito de Ormuz".
O Irã respondeu com ataques próprios, incluindo ofensivas contra estados do Golfo. A escalada dos confrontos tem alimentado temores de uma retomada em grande escala da guerra na região, especialmente depois que Trump declarou o fim do cessar-fogo com Teerã na semana passada.
Apesar da intensificação dos confrontos, o Irã indicou que continua as gestões diplomáticas com os mediadores Catar, Paquistão e Oman, segundo informou a DW em 13 de julho de 2026. Esses esforços buscam evitar uma escalada maior do conflito com os Estados Unidos.
Além disso, segundo meios como Infobae, o Irã confirmou ataques contra bases dos EUA na Jordânia e no Kuwait, enquanto advertia que o Estreito de Ormuz permaneceria fechado até que cessasse o que classificou como "agressão".
A tensão bélica no Estreito de Ormuz impactou diretamente os mercados de commodities. O petróleo Brent subiu 2,5%, alcançando US$ 85,37 por barril, segundo relatórios de 14 de julho de 2026. Trump também impôs uma taxa de pedágio de 20% no Estreito de Ormuz, o que gerou ainda mais incerteza nos mercados energéticos internacionais.
A soja em Chicago alcançou US$ 439,73 por tonelada (+5% na semana) e o óleo de soja US$ 1.610 por tonelada, impulsionados em parte por essa tensão bélica, segundo informaram Clarín, Ámbito e Rosario3 em 13 de julho de 2026.
Fontes: Deutsche Welle (14/07/2026), Infobae, Clarín, Ámbito.
Alfredo S. Quiroga