15/07/2026 16:35 - Economia
O mercado argentino está mostrando dinâmicas particulares em seus indicadores financeiros. Segundo informes recentes, o comportamento do risco país (um indicador que mede a probabilidade de um país não pagar sua dívida externa) e dos títulos soberanos apresenta movimentos incomuns após os últimos anúncios econômicos, abrindo novas oportunidades de investimento.
Após o pagamento de US$ 4,2 bilhões de dívida em 14 de julho de 2026 (dos quais US$ 2,5 bilhões corresponderam a cupons de títulos soberanos), os títulos em dólares registraram uma queda de até 0,4%. No entanto, o risco país se mantém em uma faixa otimista, oscilando entre 402 e 410 pontos básicos, aproximando-se da barreira psicológica dos 400 pontos. Para o 15 de julho de 2026, o Tesouro tem projetado lançar o Bonar 2029 (um título soberano argentino) por até US$ 2 bilhões, o que injeta liquidez e expectativa positiva ao mercado.
O INDEC (Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina) confirmou uma inflação de junho de 1,9%, perfurando o 2% pela primeira vez em 10 meses, o que gera um clima de confiança. No front cambial, o dólar oficial se mantém estável entre 1.495 e 1.510 pesos argentinos (ARS), enquanto o dólar blue (taxa de câmbio informal e paralela muito popular na Argentina) é negociado a 1.520 ARS. O BCRA (Banco Central da República Argentina) desdobrou um escudo de US$ 20 bilhões, conseguindo comprar US$ 532 milhões em um só dia, o maior montante do ano, consolidando a força das reservas.
O panorama geral mostra uma economia que avança em direção à estabilidade, com projeções de crescimento de 3,5% segundo o FMI, incentivando os investidores a explorar as novas oportunidades que se ativam no mercado local.
Fontes: Informação compilada a partir de dados verificados em 14 e 15 de julho de 2026. El Cronista
Alfredo S. Quiroga