20/07/2026 10:43 - Internacionales
Publicado em 20 de julho de 2026
Segundo informaram autoridades locais e meios internacionais, a Ucrânia teria executado uma ofensiva sem precedentes na madrugada do dia 20 de julho de 2026, lançando mais de 400 drones em direção à cidade de Moscou, a capital da Rússia. O prefeito da capital russa, Sergei Sobyanin, detalhou que a maioria dos artefatos foi derrubada antes de alcançar seu objetivo, embora 85 drones tenham sido interceptados nas proximidades da cidade.
O chefe da região de Moscou, Andrei Vorobyov, relatou que 10 pessoas ficaram feridas como consequência dos impactos, sofrendo danos vários edifícios residenciais e de infraestrutura civil. Além disso, registrou-se um incêndio no parque industrial Yuzhnye Vrata, situado a cerca de 30 quilômetros ao sul de Moscou, enquanto o meio de comunicação Astra indicou que outro foco de fogo teria afetado um depósito de petróleo em Podolsk, a 20 quilômetros da capital, informação que ainda não foi confirmada oficialmente.
Enquanto a frente de batalha se intensifica, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky atravessa um cenário de tensão interna. Recentes mudanças em seu gabinete desencadearam protestos nas ruas após a destituição do ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, de 35 anos.
A população demonstrou descontentamento, expressando seu apoio a Fedorov e rejeição ao general Oleksandr Syrskyi, de 60 anos, que permanece no comando das forças armadas. Com a esperança de pacificar os ânimos e encontrar uma saída estratégica, Zelensky anunciou que realizará conversas-chave para resolver a crise e buscar a paz no país, que tem sofrido com a invasão russa desde 2022.
O ataque ucraniano ocorre horas depois de a Rússia ter bombardeado Kyiv (a capital ucraniana) e outras localidades com mísseis balísticos, um ciclo de represálias que dificulta os acordos de paz. No domingo, esses ataques deixaram um saldo de pelo menos seis mortos e dezenas de feridos em território ucraniano.
De acordo com o Instituto para o Estudo da Guerra, a Rússia teria aumentado sua capacidade ofensiva, lançando mais mísseis balísticos no que vai de julho do que em qualquer outro mês recente. Paralelamente, o Ministério da Defesa russo informou sobre um ataque ao porto de Odesa, uma importante cidade portuária no Mar Negro, utilizando dois mísseis e 94 drones, dos quais as defesas aéreas ucranianas conseguiram interceptar 81, demonstrando a força defensiva da nação.
Fonte: Cadena 3
Alfredo S. Quiroga